16 de set de 2010

ENTREVISTA COM THEOPHILUS LONDON

Theophilus London

É unanimidade em sites e revistas de música pela internet que o rapper Theophilus London está fadado ao sucesso. Ele é amigo do produtor Mark Ronson, veste-se com estilo e, não menos importante, faz música de primeira. E ainda nem lançou seu primeiro álbum, previsto para 2011. Mas suas suas mixtapes (This Charming Mixtape e I Want You) justificam o frenesi em torno do cara.


Nascido na ilha caribenha de Trinidad e Tobago e radicado no Brooklyn, Nova York, London dá uma veia pop e electro ao rap, combinando os anos 90 com batidas atuais. É considerado parte de uma nova vertente de rimadores, ao lado do americano Kid Cudi, que faz referências tanto à música negra quanto ao electro e também a ícones do rock, como o Smiths (como denuncia o nome da sua primeira mixtape).

Entusiasta fervoroso das novas tecnologias, Theophilus tem um blog e Twitter constantemente atualizados por ele mesmo e incentiva a distribuição de seu trabalho pela web.

No dia 28 de agosto, Theophilus London se apresentou no festival Black2Black, no Rio de Janeiro. Dia 3 de setembro se apresentou em São Paulo em uma versão reduzida do evento, ao lado da cantora
Joya Bravo, do produtor Zakee e do brasileiro Nego Moçambique.

Quem não foi perdeu, uma pena, pois o cara é muito bom!

Bom, segue a entrevista feita pela Trip:

Qual é a origem do seu nome?
É o nome do meu bisavô. Sou Theophilus London II.

Suas mixtapes têm circulado com sucesso entre os blogs de música e têm influências bem diversificadas. Como você construiu sua cultura musical?

Estudando, absorvendo as coisas. Gostava de soul, reggae. Muito James Brown, Michael Jackson, Marvin Gaye, Motown.

Você nasceu em Trinidad & Tobago, regravou o "Calypso Blues", famosa na voz de Nat King Cole. O quanto da cultura caribenha está presente em sua música?
Diria que 100%. Nasci em Trinidad & Tobago e a cultura de lá está muito presente na minha música. Os rapazes caribenhos gostam de sol, garotas, comida. Faço isso todo dia.

Você é um internauta heavy user, mantém blog, Twitter. No que a internet ajudou e no que prejudicou os artistas?
Ajudou muito. Existem toda uma nova maneira de se fazer conhecido através dos blogs.

Lemos que você não gosta de ser chamado de rapper. Como você define a sua música?
Não é verdade. Eu sou mais do que um rapper. Não gosto de ser chamado de rapper, gosto de ser chamado de pessoa. Às vezes as pessoas precisam rotular as coisas para entender. Não me importo. Não tenho definição para minha música. Tenho meus artistas favoritos e quero fazer parte disso o quanto puder.

Você já está há alguns dias no Brasil. Deu tempo pra conhecer lugares e artistas interessantes? Do que você mais gostou?
Fui a vários lugares, nunca tinha estado aqui, então estão me apresentando os lugares, estou aprendendo sobre a cultura, experimentando a comida. Ir às casa de famílias, para comer e assistir a jogos de futebol.

O que você achou do Rio?
Um lugar legal, com muita cultura. Conversei com pessoas daqui e senti que é parecido com a Jamaica, Trinidad & Tobago, a sensação é parecida.

Quando sairá seu primeiro disco?
Está marcado para janeiro de 2011, daqui a alguns meses.

O que você está preparando para o show de amanhã em São Paulo?
Muita energia. Vou tocar algumas músicas novas do disco, algumas da mixtape que talvez as pessoas conheçam. Vai ser um show bem legal.

AGORA É OFICIAL: PRIMEIRA BIENAL INTERNACIONAL DE GRAFFITI


Arte de Zezão, Highgraff e


Pela primeira vez, o MUBE, Museu Brasileiro da Escultura, recebe em suas instalações uma exposição de graffiti e arte urbana, a 1ª Bienal Internacional Graffiti Fine Art. A mostra integra os elementos inerentes ao museu, as mostras permanentes e sua arquitetura, às cores e dinamismo dos movimentos urbanos contemporâneos.

O estilo graffiti que surgiu na década de 70 em Nova York se difundiu de maneira rápida e vasta pelas ruas de outras cidades do mundo. Além de peculiaridades de uma arte totalmente autoral e ligada a formas de protesto, o graffiti envolve também culturas limítrofes conhecidas como hip hop e outras formas de expressão.

Durante todo o mês de setembro, o Museu Brasileiro da Escultura recebe esta mostra que exibe todas as mudanças gráficas e visuais provocadas por esta arte invasiva e ativa que é o graffiti, representado em vários lugares do mundo desde o seu surgimento. Exibição de filmes, mesas de debate e outros bate papos são também propostos no período que a exposição estiver instalada no museu.

Grandes nomes da arte urbana internacional como CES, Bates, Totem2 e Can Two estarão presentes na mostra. Entretanto, a mostra quer também colocar o Brasil como grande representante desde movimento urbano já atemporal, além de questionar e discutir toda essa mudança no nosso cenário cotidiano. Entre os brasileiros confirmados para o evento estão Anjo, Binho, Chivitz, OsGêmeos, Ronah, Tikka, Titi e Zezão, entre outros.

Esta Bienal pretende chamar a atenção da sociedade para o que esta acontecendo nas ruas das grandes metrópoles, colocando o Brasil como referência inescapável para quem se debruça sobre a arte de hoje.

Vai lá: 1ª Bienal Internacional Graffiti Fine Art
Quando:
de 3 de setembro a 3 de outubro
Onde:
Museu Brasileiro da Escultura, Av. Europa, 218, São Paulo
Quanto:
entrada gratuita
www.graffitifineart.blogspot.com