23 de nov de 2009

BURAKA SOM SISTEMA

E-mail que acabei de receber do bar, quarta-feira:


Mixhell apresenta: e-mail que acabei de receber do bar:

O grupo buraka leva o nome do gueto onde os integrantes nasceram, bairro do subúrbio de lisboa onde reside uma forte comunidade africana. a mistura de kuduro com um toque de eletrônica e breakbeat se formou, o grupo fez sucesso imenso na europa, estados unidos, japão e austrália. em 2008, buraka reuniu vários músicos com m.i.a. para gravar o hit "sounds of kuduro" e ganharam o mtv european awards no mesmo ano
.



DJ Set Buraka
Única apresentação no brasil: 25 de novembro - quarta-feira.
R.Álvaro Anes, 97 - Pinheiros - SP.

Ingressos R$50,00 de entrada.

Info:
contato@sitedobar.com

Hellcome Home!

21 de nov de 2009

ADIDAS E O TÊNIS DE 1 EURO

Sugestão do vencedor do nobel de econômia, Muhammad Yunus, a Adidas concordou em fazer um tênis e vender pelo preço de custo, sem nenhum lucro mas a própria empresa alemã reconhece que o preço final tende a ser um poquinho acima do preço proposto. Algumas amostras começam a ser feitas no ano que vem em Bangladesh, país de Yunus. Será que vai dar certo ou será que o projeto vai ser igual ao computador de 100 dólares e o carro de 500 dólares? Uma bela iniciativa pelo menos...

S2A x KOL

Depois do sucesso da coleção entre a parceria da Surface to air e do Justice,a marca francesa investe agora na parceria com a banda Kings Of Leon , os preços variam de $104 , com a bandana , ate quase $2000 com umas das impressionates jaquetas de couro da S2A.Confira abaixo algumas peças:










mais em : slamxhype, URB

BLAKROC PROJECT



Os 11 Artistas Billy Danze, The Black Keys, Jim Jones, Nicole Wray, NOE, Mos Def, ODB, Pharoahe Monch, Q-Tip, Raekwon, & RZA passaram 11 dias no estudio o que originou o projeto BLAKROC com 11 sigles gravado em vinil e cd, as vendas iniciam dia 27 de novembro.




os vídeos durante o projeto podem ser vistos aqui

CHUCK D E DJ LORD EM SÃO PAULO




Dia 28 de novembro, acontece o 3º Encontro Paulista de Hip-Hop, no Memorial da América Latina. Será um dia todo dedicado à cultura hip-hop, com oficinas, exposição de grafite e atividades relacionadas ao universo da cultura hip-hop, das 11h às 21h. A discussão inicial é sobre Uma Cultura pela Vida, . O encerramento será a partir das 20h, quando o grupo Rota de Colisão, Max B.O e o rapper Emicida, apresentam a atração internacional, Chuck D e Dj Lord, do grupo americano Public Enemy .




Atração: Chuck D e Dj Lord (Public Enemy)
Quando: 28 de novembro de 2009 das 11 as 21h(Show as 20h)
Onde: Espaço das Américas - R. Auro Soares de Moura Andrade, 664, Barra Funda-perto do metrô Barra Funda
Quanto: Grátis
Informações:(11)3823-4600



link: goldenlight, Estadão

20 de nov de 2009

EXPOSIÇÃO DE GRAFFITI INVADE PAREDES DO MASP!





"De Dentro para Fora, de Fora para Dentro", exposição do Masp a ser aberta na sexta, define bem o momento que vivem o grafite e a arte urbana: uma migração dos muros da cidade para o cubo branco das galerias, sem perder o DNA urbano.

Munidos de 700 litros de tinta latéx e 600 latas de spray, os artistas Carlos Dias, Daniel Melim, Ramon Martins, Stephan Doitschinoff, Titi Freak e Zezão cobriram 1.500 m2 de chão e paredes da galeria subterrânea do museu.

O que "fora" é só grafite --que coloriu as ruas do mundo a partir dos anos 80--, "dentro" são pintura, fotografia, vídeo e instalação. É com outros suportes que esses artistas exploram a matriz comum da linguagem urbana.

"Nem todo grafiteiro é artista. E, para aqueles que [o] são, a rua é apenas um suporte a mais", afirma Baixo Ribeiro, curador e dono da galeria Choque Cultural, que representa os seis artistas no Masp.

A mostra também discute a ideia de efemeridade, tão comum ao grafite: os murais pintados serão posteriormente apagados. Para Carlos Dias, acostumado à lógica dos espaços públicos, é algo normal.
"Fico mais incomodado em imaginar meu trabalho guardado do que apagado", brinca.

Segundo o curador do Masp, Teixeira Coelho, "De Dentro para Fora, de Fora para Dentro" é "o reconhecimento de um fenômeno cultural que existe na cidade". Ele defende que "o museu tem de abrir as portas para esse imaginário compartilhado que está batendo aí com força. O cara é alternativo até entrar no sistema. E o que ele quer é entrar".

O que o público verá no museu é a consolidação de uma trajetória de reconhecimento de artistas derivados do grafite.

Da ilegalidade às instituições de renome, essa arte precisou de um impulso de fora (do país) para acontecer no Brasil. Os primeiros a ganhar projeção internacional foram Osgêmeos, codinome da dupla de irmãos grafiteiros Otávio e Gustavo Pandolfo.

Esse reconhecimento impulsionou ações de outro movimento de rua, o dos pichadores, que busca espaço com táticas controversas de guerrilha cultural. Segundo Coelho, desde janeiro o Masp vem estudando propostas de exposições de arte urbana. "Houve uma primeira, que o comitê [curatorial] não topou. Mas, agora, chegamos a um consenso."

Osgêmeos barrados


Ironicamente, a exposição de grafite rejeitada pelo Masp era justamente a da badalada dupla.

Segundo Miguel Chaia, crítico e colecionador que integra o comitê curatorial do Masp, a recusa a Osgêmeos foi baseada "na sobrecarga mercantilista e na linguagem muito imediata" de suas obras.

Hoje, Osgêmeos parecem estar por toda parte. "Vertigem", mostra da dupla atualmente em cartaz na Faap, tem batido recordes de visitação. Pela cidade, são muitos os desenhos onírico-líricos assinados pelos irmãos, e, no mercado, seus trabalhos atualmente não saem por menos de R$ 30 mil.

DE DENTRO PARA FORA, DE FORA PARA DENTRO

Quando:
abertura nesta sexta; de ter. a dom., das 11h às 18h, e qui., das 11h às 20h; até 5/2
Onde:
Masp (av. Paulista, 1.578, tel. 0/xx/11/3251-5644)
Quanto:
R$ 15

14 de nov de 2009

MOS DEF NO INDIE HIP HOP


O rapper Mos Def, que recentemente lançou o elogiado The Ecstatic, vai se apresentar no Brasil no dia 6 de dezembro. O rapper é um dos artistas confirmados na escalação do Indie Hip Hop, festival que acontece no SESC Santo André.

O rapper Max B.O confirmou hoje em seu twitter que também fará parte do line-up do evento, além dos grupos Pentágono e Inumanos.

Segunda já começam a vender os ingressos! Vale a pena Conferir!



Programação INDIE HIP HOP

-SÁBADO DIA 05/12

Das 16h às 22h

MOS DEF
Contra-Fluxo + Espião
Inumanos + Max B.O.
Pentágono
Pizzol
MC: Xis / DJ: PG

16h

Workshop com Ken Swift (Rocksteady Crew)
OSGEMEOS e CONVIDADOS (Pintando ao Vivo)


-DOMINGO DIA 06/12


Das 16h às 22h

MOS DEF
Mamelo S.S. + Elo da Corrente
Kamau + Parteum
A Filial
Nel Sentimentum
MC: Thaide / DJ Pathy de Jesus

16h

Workshop com Ken Swift (Rocksteady Crew)
OSGEMEOS e CONVIDADOS (Pintando ao Vivo)

1 de nov de 2009

HÉLIO OITICICA


Em razão do incêndio que devastou e resumiu a pó muitas das obras de Hélio Oiticica, considero quase que obrigatório uma homenagem, mesmo que simples e nem um pouco confortante, desse artista ímpar, marginal,apaixonante e desconhecido por muitos.

Assim sendo, publicarei anexada a reportagem da Folha de São Paulo sobre o ocorrido, uma breve tragetória de Oiticica, assim como algumas de suas grandes e ,agora, nostálgicas obras.


Incêndio no Rio destrói obras de Hélio Oiticica

Diversos artistas e autoridades brasileiros lamentaram o incêndio que destruiu parte do acervo do artista plástico Hélio Oiticica (1937-1980) ocorrido entre a noite de sexta-feira (16) e a madrugada de sábado (18) na casa de seu irmão, o arquiteto César Oiticica, no Jardim Botânico, zona sul do Rio. Leia abaixo a repercussão do caso. O material perdido corresponderia a 90% da obra do pintor, escultor e artista conceitual, que morreu em 1980.

"É como se um pedaço de cada artista brasileiro tivesse se incendiado também. É uma tragédia cultural", disse o também artista plástico Cildo Meireles. Para o professor da USP Tadeu Chiarelli, trata-se de "uma perda lastimável para se entender a arte internacional".

Segundo César, que dirige o Projeto Hélio Oiticica, instituição criada em 1981 para cuidar dos trabalhos do artista, o acervo da casa destruída reunia mais de mil obras - centenas foram queimadas. Ele estima a perda em US$ 200 milhões. César Oiticica disse que estava jantando quando foi alertado por uma empregada sobre o fogo. As causas do incêndio são desconhecidas.

O fogo começou por volta das 23h de sexta-feira. O Corpo de Bombeiros chegou 20 minutos depois e teve dificuldades para controlar o fogo. "Tiveram que pegar água da piscina do meu vizinho", afirmou César. Os bombeiros só conseguiram apagar totalmente as chamas por volta de 2h30 de sábado.

Segundo César, a sala onde estavam guardadas as obras era adaptada para funcionar como uma reserva técnica e não havia nada de inflamável no local. Os bombeiros foram chamados, mas quando chegaram o fogo já havia destruído o acervo.

A casa abrigava pinturas, desenhos e toda a obra concebida nos anos 60. Parangolés, bólides e bilaterais, um dos destaques da produção do artista, estão em estado irrecuperável. Os penetráveis, obras maiores de Oiticica, que integraram a exposição "Penetráveis", no centro municipal de Arte Hélio Oiticica, no centro do Rio, permaneceram no espaço e foram salvos. Os que estavam na casa foram parcialmente destruídos. Os desenhos foram encontrados em bom estado.


Trajetória de Hélio Oiticica

O artista tem entre suas obras mais importantes a "Tropicália", que inspirou e deu nome ao movimento cultural brasileiro que revolucionou a música, o cinema, o design, a moda e as artes do país nos anos 70. A obra faz parte da coleção permanente da galeria Tate Modern, de Londres, que adquiriu o trabalho em 2007.

O artista, que compareceu a uma escola pela primeira vez aos dez anos, teve sua formação influenciada pelo pai, José Oiticica Filho --um dos mais importantes fotógrafos brasileiros-- e pelo avô José Oiticica, intelectual filólogo, professor, escritor e jornalista.

Em 1953, Oiticica começou a estudar pintura com Ivan Serpa, após tomar contato com a obra de Paul Klee, Alexander Calder, Piet Mondrian e Pablo Picasso durante a segunda Bienal de Arte Moderna de São Paulo. Em 1954, entrou para o Grupo Frente e junto fez a sua primeira exposição no Museu de Arte Moderna.

Nessa época, Oiticica começou a conviver com artistas e críticos, como Lygia Clark, Ferreira Gullar e Mário Pedrosa. Sua obra desse período, entre 1955 e 1957, são pinturas geométricas sob guache e cartão, que resultou em 27 trabalhos nessa técnica, intitulados 'Secos', que foram expostos no Rio de Janeiro, na Exposição Nacional de Arte Concreta.

Em 1959, convidado por Lygia Clark e Gullar, integrou o Grupo Neoconcreto do Rio de Janeiro e passou a realizar pinturas a óleo sobre tela e compensado. São obras monocromáticas que incluem pinturas triangulares em vermelho e branco. Também em 1959, o artista participou da quinta Bienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1960 trabalhou como auxiliar técnico de seu pai, José Oiticica Filho, no Museu Nacional.

A partir do início dos anos 60, Oiticica começou a definir qual seria o seu papel nas artes plásticas brasileiras e a conceituar uma nova forma de trabalhar, fazendo uso de maneiras que rompiam com a ideia de contemplação estática da tela. Surgiu aí uma proposta da apreciação sensorial mais ampla da obra, através do tato, do olfato, da audição e do paladar.

Entre as obras os "Penetráveis", criados para serem vivenciados (ou penetrados) pelo espectador. Nestas obras, o artista passa a criar espaços de convivência que rompem com a relação formal entre arte e observador e pedem presença ativa e distendida no tempo. Parangolé

Em 1964, o artista aproximou-se da cultura popular e passou a frequentar a Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, tornando-se passista e integrando-se na comunidade do morro. Vem dessa época o uso da palavra "parangolé" que passou a designar as obras que estava trabalhando naquele momento.

Os primeiros parangolés se compunham de tenda, estandarte e bandeira e P4, a primeira capa para ser usada sobre o corpo. São obras que causaram polêmicas e ele definia como "antiarte por excelência".

Em 1965, o artista começou carreira internacional e realizou a exposição --Soundings Two-- em Londres, ao lado de obras de Duchamp, Klee, Kandinsky, Mondrian, Léger, entre outros.

Em 1967, iniciou suas propostas supra-sensoriais, com os bólides da "Trilogia Sensorial", além dos penetráveis PN2 e PN3 que faziam parte da obra Tropicália, mostrada na exposição Nova Objetividade Brasileira, no MAM, Rio de Janeiro.

Em 1972, usou o formato super 8 e realizou o filme Agripina é Roma - Manhattan. O cinema passou a ser uma referência, e em 1973 criou o projeto Quase-cinema, com a obra "Helena inventa Ângela Maria", série de slides que evocam a carreira da cantora Ângela Maria.

Uma nova série de penetráveis intitulados Magic Square e os objetos Topological ready-made landscapes foram mostrados na exposição Projeto construtivo brasileiro, MAM, Rio de Janeiro, em 1977. Em 1979, criou o seu último penetrável chamado "Azul in azul". Neste ano, Ivan Cardoso realizou o filme "HO", retratando a obra de Hélio Oiticica.

No dia 22 de março de 1980 o artista morreu após sofrer um acidente vascular cerebral no Rio de Janeiro.