1 de set. de 2010

VICTOR ASH

Victor Ash é um artista único. Nascido em Portugal em 1968 o artista mora atualmente em Copenhague, na Dinamarca. Nas palavras de Ash, seus trabalhos são sempre um reflexo direto do que acontece na sociedade, aqui e agora.

Desde seus 13 anos, Victor é fascinado pelo graffiti e tudo que envolve arte urbana. Depois de anos de desenvolvimento de seu próprio estilo, Ash parece continuar a evoluir e reinventar a si mesmo cada dia, como um verdadeiro artista deve fazer!














31 de ago. de 2010

SPRITE, REFRESQUE SUAS IDÉIAS



Ação será divulgada com campanha com filme de TV/cinema e ações de internet, como uma página com conteúdo sobre grafite e recursos para ajudar as pessoas na busca por votos para suas ilustrações nas mídias sociais.

prite vai convidar o consumidor a criar quatro novas identidades visuais para suas latas por meio de votação pela internet. É a ação “Refresque suas Ideias”, válida a partir de 9 de agosto e com inscrições até 3 de novembro. E, para inspirar os candidatos, a marca lança, também em agosto, uma coleção de quatro latas em edição limitada, com identidades visuais assinadas por nomes de referência na arte urbana do grafite: Bruno Big, Fefê Talavera, Jotapê e Nina Moraes.
A forma para o consumidor participar do concurso é simples. Basta acessar o site sprite.com.br, escolher a versão para a qual pretende desenvolver a estampa – Sprite regular, com fundo verde, ou Sprite 2.Zero, com fundo prata, – e criar uma sugestão de arte, utilizando a ferramenta de desenho desenvolvida pela marca especialmente para a ação.
Os desenhos ficarão disponíveis no site de Sprite para votação, por um período de dez dias. Os autores das 30 artes mais votadas ganharão um videogame Xbox 360 Sprite customizado. E os quatro grafiteiros que assinam as latas da série limitada elegerão quatro artes criadas pelos consumidores para serem lançadas pela marca no verão de 2011, completando a série “Refresque suas Ideias”. As artes escolhidas serão reveladas em 7 de dezembro.
“Sprite é uma marca com o qual o público jovem se identifica, por ter em sua personalidade a característica típica do jovem em buscar o inovador, o improvável, o diferente. Para materializar essa proposta, a marca ousa a ponto de utilizar a própria embalagem em suas ações. Recentemente, inovamos na publicidade de refrigerantes ao apresentar o jogo de realidade aumentada na lata de Sprite 2.Zero. Agora, voltamos a apresentar mais uma novidade, dentro do conceito ‘Refresque suas Ideias’, colocando nossas latas à serviço da criatividade de nossos consumidores, instigando-os a refrescar a mente criando novas identidades visuais para nossa embalagem”, comenta Andrea Mota, diretora de Marketing para os refrigerantes da linha Sabores da Coca-Cola Brasil.
Escolhidos por terem despontado no universo do grafite como inovadores no traço ou na forma de construção de seus paineis, os artistas Bruno Big, Fefê Talavera, Jotapê e Nina Moraes receberam de Sprite o desafio de expressar com sua arte o tema “Refresque suas Ideias”.
“A primeira característica que faz dos artistas inovadores é justamente o fato de serem novos talentos em busca de ideias frescas, que transcendam os muros. Apesar de serem extremamente diferentes entre si, no processo criativo, no traço, na origem e na trajetória profissional, todos têm uma qualidade em comum: a busca pelo novo”, destaca Andrea.
Sobre os artistas:
Bruno Big – É um artista que atualiza constantemente suas técnicas e faz questão de integrar a formação de designer à arte de rua. Bruno é multidisciplinar, ao utilizar diferentes técnicas que vão desde a ordem clássica como gravura em metal, xilogravura, pintura tradicional e estêncil, até técnicas mais contemporâneas como a do grafite e gravura experimental. Acredita que essa integração é fundamental para que seus trabalhos sejam difundidos nos mais diversos meios.
Fefê Talavera – Reconhecida por não gostar de nada convencional ou acadêmico, Fefê Talavera mistura em sua arte formas de animais com letras para criar os “bichos tipográficos”. Suas pinturas de monstro são metáforas de emoções fortes do subconsciente humano, como raiva, medo, sonhos ou desejos.
Jotapê – É o mais novo entre os artistas. Com apenas 25 anos e diversos trabalhos publicados, é um dos integrantes do Núcleo Urbanóide, coletivo artístico que produz e executa projetos focados em linguagem de rua. É um artista multidisciplinar, com uma arte intensa e rica em detalhes, que mistura formas, figuras e cores vibrantes para criar um universo psicodélico.
Nina Moraes – A ilustradora gaúcha Nina Moraes constrói sua narrativa visual a partir da abordagem formal da linha e seu movimento. Há sete anos faz intervenções urbanas e pintura mural, sempre com pincel, o que a diferencia. Explora diferentes suportes na criação do seu universo estranho e essencialemente feminino. Seja nos desenhos em nanquim ou em pinturas, seu trabalho delicado faz da mistura arabescos, desenhos e cores uma arte marcante. É responsável por levar leveza às ruas.
Campanha:
A ação Refresque suas Ideiais será divulgada aos consumidores por meio de uma campanha de Marketing integrada por mídias como TV, cinema, internet e materiais de ponto de venda. A WMcCann é a agência para as ações offline. As ações de internet têm participação das agências RMG Connect (responsável pela criação das atividades digitais da marca), CI&T (implementação do site e da ferramenta de desenhar) e JWT (planejamento de mídia online).
Internet
Na internet, além de um plano de mídia digital com peças em alguns dos principais portais, Sprite disponibiliza em seu site conteúdo sobre os artistas e o universo do grafite e recursos para ajudar as pessoas na busca por votos para suas ilustrações nas mídias sociais.
Página dos grafiteiros – Durante a ação, o site de Sprite será transformado em uma espécie de portal sobre o universo do grafite, com a criação da página dos grafiteiros. Nesse ambiente, os usuários conhecem os perfis dos quatro artistas que integram o projeto, assistem um vídeo que mostra o processo criativo de cada um na ilustração dos respiradores do filme da campanha, vêem fotos de outros trabalhos dos artistas, diretamente de suas páginas no Flickr, e acessam os links para seus perfis do Twitter e do Facebook. Outra fonte de conteúdo sobre os artistas é a área para downloads, com wallpapers, screensavers e emoticons personalizados com as artes desenvolvidas para as novas latas.
A página dos grafiteiros também possui um roteiro cultural especialmente criado por cada grafiteiro, sobre locais que os inspiram para suas criações costumam freqüentar e onde comprar material para grafite. O site possui ainda um mapa do Google que mostra exatamente onde o local descrito se situa, facilitando a identificação pelos usuários.
Em busca de votos – O participante da ação terá à sua disposição ferramentas para pedir votos na Web. Já durante o processo de criação, ele pode fazer o download de sua arte, para utilizá-la como fundo de tela do Twitter, MSN ou wallpaper para desktop. Ao finalizar, é possível ver como a ilustração ficaria aplicada na latinha, dando maior realidade ao processo. E, assim que sua arte é aprovada pela moderação para concorrer, o usuário pode iniciar a busca por votos, enviando link para seus contatos.
Filme TV / Cinema
O filme “Grafiteiros”, assinado pela WMcCann-RJ, e com versões para TV / Cinema, explora o processo criativo dos quatro artistas para as latas, em um clima de making of. Em um terraço, Bruno Big, Fefê Talavera, Jotapê e Nina Moraes ilustram quatro respiradores de ar do edifício. No desfecho, os consumidores são convidados a criar as próximas latas de Sprite no site da marca.
Sprite
Sprite foi lançada no Brasil em 1984 e é a marca líder de mercado no segmento de refrigerantes sabor limão. Em 2005, a marca inaugurou no país o conceito de refrigerante “Zero”, com o lançamento de Sprite Zero. Em 2009, a versão sem açúcar evoluiu com outra inovação da marca: o lançamento de Sprite 2.Zero, com uma fórmula mais refrescante e intensa no sabor limão.
Sprite e Sprite 2.Zero podem ser encontrados nas seguintes embalagens: vidro retornável (300ml), lata (350 ml), PET (600 ml, 1L, 1,5L e 2L) e Post-Mix (copos de 300ml, 500ml e 700ml). A disponibilidade destas embalagens pode variar, de acordo com cada mercado.
Sistema Coca-Cola Brasil
O Sistema Coca-Cola Brasil atua em sete segmentos do setor de bebidas não-alcoólicas – águas, chás, refrigerantes, sucos, energéticos, hidrotônicos e lácteos, com uma linha de mais de 150 produtos, entre sabores regulares e versões de baixa caloria. Formado pela Coca-Cola Brasil e 16 grupos fabricantes brasileiros, além da Leão e do Sistema de Alimentos e Bebidas do Brasil (SABB), emprega diretamente mais de 44 mil funcionários, gerando indiretamente cerca de 400 mil empregos. Os investimentos do Sistema no Brasil somaram R$ 6 bilhões nos últimos cinco anos e, em 2010, serão investidos mais R$ 2 bilhões.
A sustentabilidade é um compromisso da Coca-Cola Brasil e se reflete na forma como a empresa e seus fabricantes lidam com as pessoas e com o meio ambiente. O índice de uso de água da Coca-Cola Brasil, por exemplo, é um dos melhores do mundo. São 1,98 litros de água para cada litro de bebida produzido – menos da metade do volume utilizado 12 anos atrás. Na reciclagem, a Coca-Cola Brasil desenvolveu, através do Instituto Coca-Cola Brasil, um programa chamado “Reciclou, Ganhou” que, desde 1996, colabora para que o País seja um dos mais avançados na reciclagem de materiais. Hoje, 92% das latas de alumínio e 54,8% das garrafas PET são recicladas. Para saber mais, visite os sites: www.institutococacola.org.br e www.cocacolabrasil.com.br.

YUM YUM

Beth Algieri e Jonny Plummer são designers à frente do escritório Yum Yum, voltado para a criação de animação 3D, motion graphics e ilustrações para mídias digitais, offline, plataformas móveis e por aí vai.

Com talento inegável para a criação de personagens, a dupla possui uma irreverente série de toys, além de monstros feitos em formato digital. Confira alguns deles abaixo:



SÉRIE TALKING WALLS - MINHAU

BARRY MCGEE "TWIST"

HAVAIANAS LANÇA LINHA "GRAFFITI"

É lançada a mais nova coleção da Havaianas Verão 2011: Graffiti. Os artistas convidados para o projeto foram os paulistas Chivitz, Finók e Minhau (mulher de Chivitz). O resultado você vê abaixo:











FUTURA X X-GHETTO 666 CHILL AND GO 2 EXHIBITION

Sexta-feira passada, a lenda viva "Futura" esteve no México participando da Chill and Go. Junto ao mascarado X-Ghetto 666, os dois protagonizaram uma sessão de pintura ao vivo organizada pela Nike Sportswear. O resultado disso você vê abaixo:









30 de ago. de 2010

JUN MATSUI

Arte orgânica

Top da tatuagem brasileira, Jun Matsui diz fazer obras ‘sob medida’ para o corpo e o espírito

"É assim que é. Eu vim e disse que queria no ombro. Só. Tamanho, desenho... não pedi nada. Então, ele vem e faz. Claro que confio. O cara é top no mundo." Na sala da casa onde mora o tatuador e designer Jun Matsui, de 38 anos, o cliente - empresário da banda de reggae brasileira Natiruts - aproveita para experimentar uma peça da coleção de joias, escapulários, anéis e pingentes de ouro e prata que Jun lança semana que vem no Rio de Janeiro e em outubro em Tóquio.

É a primeira vez desde que imigrou para o Japão e lá viveu por 16 anos que esse pernambucano passa uma temporada longa no Brasil. Especialista em uma arte tão antiga quanto estigmatizada - a ponto de confundir-se com a delinquência, na visão de alguns - Jun enfurnou-se no imóvel elegante e despojado que alugou no Alto de Pinheiros, bairro nobre de São Paulo, para aventurar-se pela ourivesaria e reativar a confecção street wear que lhe rendeu um bom pé-de-meia no Japão. Sua paixão mais duradora, no entanto, continua sendo a tatuagem, a que se dedica com intensidade e em pequeníssima escala: dificilmente faz mais que quatro delas por mês. Para "vestir uma tatuagem" de Jun, na expressão que ele gosta de usar, é preciso paciência oriental: a fila de espera chega a três meses e o processo é mais lento do que em qualquer dos estúdios profissionais e amadores do gênero espalhados pelo Brasil.



Dekassegui. Filho de japonês com pernambucana, ele chegou a Tóquio depois de trabalhar na fábrica da Toyota em Nagoia. Hoje, sua arte enfeita até a pele da cantora inglesa Rihanna


Na primeira sessão, nada acontece, além de uma conversa genérica, acompanhada de uma xícara de café ou chá verde. "Mas é possível você sair daqui vestindo uma tatuagem sem a gente trocar uma palavra sequer", diz ele. No segundo encontro, Jun desenha diretamente na pele do cliente, e o esboço é transferido para uma folha de plástico adesivo. Só na terceira é que entram em cena as agulhas, e Jun, após transferir de volta a imagem do plástico para o corpo, tatua apenas o contorno do desenho. Vêm então as sessões de preenchimento, no mínimo uma, mas que podem passar de três, dependendo do tamanho do grafismo. Cada uma dessas etapas sai por R$ 1.200 - o que significa que "vestir" Jun Matsui pode custar mais que ostentar um terno Armani. Um progresso material significativo para o garoto que embarcou para o Japão sem faculdade nem um iene no bolso.



Primogênito dos cinco filhos de um japonês com uma pernambucana, Jun nasceu em Recife e passou a infância em Maracaju, Mato Grosso do Sul, antes de a família se mudar para São Paulo. "Meu pai é da Província de Kumamoto e foi o único membro da família que se casou com uma estrangeira. Até hoje, se você visitar meus parentes paternos no Brasil, vai ver que eles falam, comem e vivem como japoneses." Da adolescência no bairro paulistano do Jaguaré, suas melhores lembranças são a convivência com os amigos skatistas. "Comecei a andar com 12 anos. Foi a primeira vez na vida que me senti pertencendo a um grupo." Apaixonou-se pelo universo do grafite e da tatuagem, e da rua só voltava na hora de comer e de dormir.

O casamento dos pais entrou em crise e veio a separação, que desestruturou ainda mais a família. Eram os conturbados anos 90, com a eleição de Collor desfazendo as ilusões da redemocratização e a crise econômica empurrando jovens brasileiros para o exterior. "Lembro do dia em que minha mãe me levou para ver um emprego em uma papelaria no Largo de Pinheiros. Quando o dono me falou quanto ia me pagar por mês, decidi na hora que ia embora do País."

Vida de imigrante

A oportunidade surgiu quando o filho de um feirante do bairro lhe contou que estavam recrutando operários nisseis para trabalhar no Japão. Agências clandestinas organizavam viagens em troca de uma comissão das fábricas. Com 18 anos, Jun foi a uma delas, no bairro da Liberdade. Ele não falava japonês nem inglês, mas tudo o que lhe pediram foi o passaporte. Avisou a família na véspera da viagem. "A única grana que levei foram US$ 100 que um tio me deu. US$ 40 gastei com uma camiseta e um boné na escala em Los Angeles", ri o imigrante.

Se em retrospecto a experiência lhe parece divertida, os meses que se seguiram não foram fáceis. Jun viu-se na desoladora cidade de Nagoia, penando na linha de montagem da Toyota e dormindo em um galpão com outros dekasseguis. "Via pais de família chorarem de desespero. No quarto mês, fui embora sem nem pegar meu último salário." O rumo foi Tóquio, onde passou a ajudar um primo que instalava cabos de fibra ótica nos subterrâneos. Apesar das dificuldades, conheceu uma sociedade menos desigual que a de sua infância. "No Japão, você vê o CEO da Sony andando de metrô."

Um mundo novo começou a se desenhar para Jun quando ele arrumou emprego de bartender no badalado Gaspanic, no bairro boêmio de Roppongi. Anos de festa e diversão. "Foram dois verões em que tive, da maneira mais plena, aquela sensação de estar no lugar certo, na hora certa", lembra. Aos poucos, aprendeu inglês e japonês - em que até hoje não se considera fluente. "Meus amigos dizem que uso um vocabulário afeminado, porque a aprendi a falar com as mulheres..." Uma delas, a cantora nipoamericana Ann Lewis, foi quem enfim o levou à tatuagem, ao levá-lo a Los Angeles e apresentá-lo ao dono de um estúdio que lhe deu dicas e o presenteou com um kit básico.

De volta ao Japão, fez em si próprio seu primeiro trabalho: uma guitarra estilizada no antebraço esquerdo. Combinou um pendor autodidata com a observação de mestres como o japonês Horiyoshi, de quem se tornou amigo e ganhou uma tatuagem feita com a técnica milenar do bambu. Trabalhou em casa, nas horas vagas , até seu traço começar a ser reconhecido na cidade. No meio do caminho, alguns sustos, como quando um conhecido membro da máfia coreana bateu em seu apartamento no meio da noite.



O homem tinha o tórax quase todo tatuado e pediu que Jun complementasse uma parte que faltava. Suando frio, o pernambucano tentou recusar, mas o mafioso insistiu e jogou um maço de dinheiro na mesa. No dia seguinte, voltou dizendo que o desenho estava errado. "Posso corrigir, mas vamos ter que esperar uns dias para cicatrizar", balbuciou Jun. Poucas horas depois, o homem surgiu novamente. "Pensei que ia morrer. Aí ele sorriu e disse que tinha ido consultar seu mestre de tatuagem e ele a havia aprovado."

Finalmente, pintou o sucesso. Seu estúdio, o Life Under Zen (L.U.Z.), ficou conhecido em Tóquio. Em 2006, uma editora japonesa lançou uma coletânea de sua obra, intitulada Hari - "agulha", em japonês. Jun tatuou gente como a cantora inglesa Rihanna, o fotógrafo de moda italiano Mario Sorrenti e o vice-presidente do Deutsche Bank no Japão, que prefere se manter anônimo. Tudo parecia zen, até que a inquietude que o levara à linha de montagem da Toyota em 1990 bateu de novo. Em 2007, estava de volta a São Paulo. "O Brasil é um país ao mesmo tempo medieval e futurista. Tem gente aqui com uma abertura de pensamento que não encontrei em parte alguma", tenta explicar. Nota que na terra natal ainda há preconceito em relação à profissão, mas percebe sinas de mudança. "Outro dia li uma coluna do escritor Luis Fernando Verissimo tratando o tema de forma sensível e bem informada."

Na quarta-feira, a Câmara Municipal aprovou um projeto de lei que obriga estúdios de tatuagem, piercing e maquiagem definitiva a ter cadastro na Prefeitura e adotar novos procedimentos de higiene e controle. O Sindicato dos Tatuadores de São Paulo (Setap-SP), em nota à imprensa, considerou a lei "um retrocesso" que inviabiliza a profissão. "Sou rigoroso com a segurança e apoio a lei, mas acho curioso como no Brasil sempre se sai do nada para a tolerância zero", diz o pernambucano, ressaltando que enquanto os controles nos EUA são ainda mais restritos, no Japão predomina o bom senso - com a única interdição à tatuagem de menores.

Sobre as clínicas que se tornaram verdadeiros mercadões da tatuagem, tampouco Jun faz restrições. Aferra-se à sua metáfora preferida e limita-se a dizer que seu produto é de outro tipo, artesanal. "Você pode comprar um terno pronto em uma loja de departamentos ou encomendá-lo, sob medida, a um alfaiate. Meu jeito de trabalhar pode parecer excêntrico, mas não é nada disso."

E cadê o espírito da coisa? "Às vezes me pego imaginando as pessoas que tatuei. Quantas dessas tatuagens estão escondidas sob ternos executivos? Quantas são usadas para intimidar, atrair, seduzir? Quantas são meros acessórios de moda? E, na verdade, isso não importa. O desenho não faz a tatuagem e a tatuagem não faz o homem. Sua tatuagem é tão bela, interessante e verdadeira quanto a vida que você vive."

Fonte: Estadão



SÉRIE TALKING WALLS - BOLETA

26 de ago. de 2010

SÉRIE TALKING WALLS - TITI FREAK

Vai mais um da série Metrópolis da Talking Walls, agora do Titi!
Logo menos arrumaremos o layout do blog, que está bugado!