23 de set. de 2010
MIKE TYSON,O SENHOR DOS RINGUES
COMEÇOU: FESTIVAL DO RIO 2010!

Como já é tradição, a noite de abertura acontece no belo Cine Odeon Petrobrás. A Suprema Felicidade, retorno de Arnaldo Jabor à direção, foi filme o escolhido para a noite.
Cerca de 300 títulos estão divididos em mais de 15 mostras. Sessões especias e debates também fazem parte da programação. As atrizes Charlotte Rampling e Irene Jacob, o ator Michael Madsen, os diretores Bruno Dumont e Amos Gitai já confirmaram presença.
Entre os selecionados estão títulos aguardados como Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos, de Woody Allen; Copie Conforme, de Abbas Kiarostami; A Woman, a Gun and a Noodle Shop, de Zhang Yimou; Route Irish, de Ken Loach; a versão integral de Carlos, de Olivier Assays – exibido somente em Cannes; Minhas Mães e Meu Pai, de Lisa Cholodenko; Tournée, de Mathieu Amalric, e Lope, de Andrucha Waddington, escolhido para encerrar o festival.
Este ano, a Argentina será o país homenageado, com mais de 10 produções. Entre elas estão Las Vidas de los Jueves, de Marcelo Pineyro; Carancho, de Pablo Trapero, e Dos Hermanos, de Daniel Burman. Os diretores Bruno Dumont e Amos Gitai ganham restrospectivas.
Além das tradicionais mostras Panorama, Expectativa, Première Brasil, Première Latina, Midnight, Gay, Fronteiras, Dox e Geração, o FestRio traz, pela segunda vez, a mostra Meio Ambiente, com filmes de tema ecológico e social, e lança O Brasil do Outro, que propões um olhar diferente do nosso país, visto pela ótica estrangeira – nela serão exibidos Rio Sonata, de Georges Gachot; Complexo, do português Mário Patrocínio, e outros.
Confira abaixo alguns dos títulos selecionados:
MOSTRA PANORAMA
- Je suis heureux que ma mère soit vivante, de Claude Miller, Nathan Miller
- À l’origine, de Xavier Giannoli
- A Esperança Está Onde Menos se Espera, de Joaquim Leitão
- O Sequestro de um Herói, de Lucas Belvaux
- A Somewhat Gentle Man, de Hans Petter Moland
- Lebanon, de Samuel Maoz
- Minhas Mães, Meu Pai, de Lisa Cholodenko
- A Woman, a Gun and a Noodle Shop, de Zhang Yimou
- Loose Cannons, de Ferzan Ozpetek
- The Housemaid, de Im Sang-Soo
- Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos, de Woody Allen
- Tournée, de Mathieu Amalric
- I Wish I knew, de Jia Zhang Ke
- Room in Rome, de Julio Medem
- Nostalgie de la Lumière, de Patricio Guzman
- Copie Conforme, de Abbas Kiarostami
- Les amours imaginaires, de Xavier Dolan
- Route Irish, de Ken Loach
- Carlos, de Olivier Assayas
- Atração Perigosa, de Ben Affleck
- The House of Branching Love, de Mika Kaurismäki
- Rio Sex Comedy, de Jonathan Nossiter
- The Solitude of Prime Numbers, de Saverio Constanzo
- Nowhere Boy, de Sam Taylor Wood
- Refúgio, de François Ozon
- Cyrus, de Mark e Jay Duplass
MOSTRA BRASIL DO OUTRO
- Rio Sonata, de Georges Gachot
- Complexo : Universo Paralelo, de Mário Patrocinio
- Estrada, de Aude Chevalier-Beaumel
- Slaves of the Saints, de Kelly E. Hayes
- Tom Zé – Astronauta Libertado, de Ígor Iglesias González
MOSTRA FOCO ARGENTINA
- Rompecabezas, de Natalia Smirnoff
- Andrés No Quiere Dormir la Siesta, de Daniel Bustamante
- Te Extraño, de Fabián Hofman
- Por Tu Culpa, de Anahí Berneri
- La Invéncion de la Carne, de Santiago Loza
- Carancho, de Pablo Trapero
- La Mirada Invisible, de Diego Lerman
- Los Labios, de Santiago Loza e Ivan Fund
- Francia, de Adrian Caetano
- Las Viudas de los Jueves, de Marcelo Piñeyro
- Lo Que Mas Quiero, de Delfina Castagnino
- Cerro Bayo, de Victoria Galardi
MOSTRA MIDNIGHT
- We Live in Public, de Ondi Timoner
- In the Woods, de Angelos Frantzis
- Bibliotheque Pascal, de Szabolcs Hajdu
- Keep Surfing, de Bjorn Richie Lob
- The Silent House, de Gustavo Hernández
- Rubber, de Quentin Dupieux
- Machete, de Robert Rodriguez e Ethan Maniquis
- Cortina de Fumaça, de Rodrigo Mac Niven
MOSTRA DOX
- William Kunstler: Disturbing the Universe, de Sarah Kunstler, Emily Kunstler
- We’ll Get Used to It, de Mohsen Ostad Ali Makhmalbaf
- Budrus, de Julia Bacha
- L’autobiographie de Nicolae Ceausescu, de Andrei Ujica
- Freedom Riders, de Stanley Nelson
- Cultures of Resistance, de Iara Lee
MOSTRA EXPECTATIVA
- Embargo, de Antonio Ferreira
- The Robber, de Benjamin Hei senberg
- Last Train Home, de Lixin Fan
- R U There, de David Verbeek
- Adrienn Pál, de Ágnes Kocsis
- Between Two Worlds, de Vimukthi Jayasundara
- Letters from the Desert, de Michela Occhipinti
- The Crossing, de Selim Demirdelen
- Operation Casablanca, de Laurent NÈGRE
- José & Pilar, de Miguel Gonçalves Mendes
- América, de João Nuno Pinto
- The Good Heart, de Dagur Kári
- Copacabana, de Marc Fitoussi
- A Oeste de Plutão, de Henry Bernadet e Myriam Verreault
- Mama África, de Alê Braga
MOSTRA GAY
- Le Fil, de Mehdi Ben Attia
- BearCity, de Doug Langway
- Amphetamine, de Scud
- Plan B, de Marco Berger
MOSTRA GERAÇÃO
- Era uma vez …. O Reino da Confusão, de Miloslav Smidmajer
- Crocodilos, de Christian Ditter
- Harun Arun, de Vinod Ganatra
- Contos da Selva, de Liliana Romero e Norman Ruiz
- A Substituta, de Ole Bornedal
- Beijos, de Lance Daly
- Pimenta, de Eduardo Mattos
- Retrovisor, de Eliane Coster
- Na Casa ao Lado, de Naiara Rímoli
- Memória de Elefante, de Denise Moraes
- Infância, de Andre Emidio, Diego da Silva Esteves, Ingrid Rocha Paiva; Pamella Magno Braga da Conceição e Samuel de Souza Ridan
- A Garrafa do Diabo, de Fernando Coimbra
- A Língua das Coisas, de Alan Minas
D2 LANÇA TRIBUTO A BEZERRA DA SILVA


Bezerra costumava se defender das críticas cantando. De certa forma, fiz o mesmo - diz D2. - Falam que eu sou vendido e tal, mas eu fui para a cadeia, falei de maconha na frente da polícia, falo até hoje. "Desabafo" toca em tudo que é rádio e fala de bagulho. Quando canto "Bicho feroz" (versos como "Você com um revólver na mão é um bicho feroz/ Sem ele anda rebolando e até muda de voz" soam como recado direto aos "rappers" da linha "gangsta-enfezada", velhos desafetos de D2) ou "Partideiro sem nó na garganta", estou dando uma resposta a muita gente. "Eu sou eu, partideiro indigesto sem nó na garganta" (canta)... Muitos dizem que são indigestos, mas são aceitos no mundinho do rap. Eu não, todo mundo tem que me engolir.
Pela primeira vez gravando um disco tradicional de samba - sem fusões, sem DJ, sem busca de batida perfeita -, D2 "cutuca a ferida" ("Como Bezerra fazia", ele nota) das diferenças que ele vê entre os dois universos pelos quais circula desde cedo, o samba e o rap:
- Minha mulher reclama que quando vai a uma festa de rap, a olham de cima a baixo, mas no samba puxam cadeira para ela sentar e trazem cerveja. No samba não tem ti-ti-ti, cada um cuida da sua vida. No rap é battle (batalha) o tempo inteiro, B-boy contra B-boy, MC contra MC, "eu sou melhor que você"... Tem um lado bom, a força do rap vem daí, mas tem hora que cansa. Procuro tirar o melhor dos dois mundos, da competitividade do rap e da camaradagem do samba.
Por tudo isso, D2 não teme reações do mundo do samba ao seu mergulho no gênero:
- Já se fez tudo no samba, ele é muito aberto. O rap é bem mais complicado. Se chega um músico de jazz no samba, eles chamam para a roda. No rap, vão achar que o cara chegou para roubar. Queria que o rap tivesse a liberdade do samba. Deixa o menino brincar - diz, citando Jorge Ben Jor. - Mas já foi bem pior. Há dez anos, para falar "rap" você tinha que ter carteirinha do sindicato.
A capa do CD, à primeira vista, traz um tanto do tal caráter "indigesto" do rapper - D2 crucificado em frente à favela, com microfones simulando armas e plugues como balas. Mas ela na verdade suaviza a clássica capa que a inspirou, do disco "Eu não sou santo" - na original, Bezerra portava armas mesmo.
- Não é questão de aliviar. São outros tempos - avalia D2. - Por outro lado, Bezerra falava da maconha em letras cifradas, eu falo abertamente "Eu canto assim porque eu fumo maconha".
"Marcelo D2 canta Bezerra da Silva" abre trazendo uma atmosfera de battle de que o rapper fala. "Se não fosse o samba" e "Partideiro sem nó na garganta" são canções em primeira pessoa, de apresentação, com doses de marra. Depois, em 14 faixas (há uma extra, um texto de D2 para Bezerra), ele dá um panorama da obra do sambista.
- Bezerra tem muita música de malandro, de dedo-duro, de sogra, de favela, de bagulho... Procurei cobrir todos os assuntos. E sem querer fazer trabalho de arqueólogo, buscar músicas desconhecidas. Pô, se o cara compra um CD de Marcelo D2 cantando Bezerra e não tem "Malandragem dá um tempo", ele vai ao Procon - brinca.
A ideia de gravar o CD vem desde a morte de Bezerra, em 2005, mas tomou forma no início de 2010, numa conversa de D2 com Leandro Sapucahy (produtor do disco). Decidiram que seria um álbum de samba, com o jeito do Bezerra (coros femininos, atabaques na frente) e entraram em estúdio. Em dois dias gravaram as bases, em sete registraram a voz do rapper - agora cantor.
- Não fiz preparação nenhuma, foi tranquilo. Canto essas músicas há muito tempo.
Para o show, D2 quer mais que simplesmente levar as músicas ao palco:
- Vi "Fela!" (musical da Broadway sobre Fela Kuti) e viajei nessa ideia de fazer algo grande, apresentando o Bezerra, com coro de dez mulheres dançando e rodando... Mas tem que fumar mais maconha para definir como vai ser.
22 de set. de 2010
TAPE ART
Formado por algo em torno de dez artistas, que se revezam nas intervenções, o coletivo é um ótimo exemplo dessa modalidade emergente na cena de arte de rua. Incontáveis metros de fita são cortados e colados para dar forma às ideias com cores sólidas, formas geométricas e disposição dinâmica de elementos.
ROCKSMITH PRESENTS: CORY GUNZ - KNOW MY NAME
21 de set. de 2010
20 de set. de 2010
17 de set. de 2010
COMPLEX: KID CUDI MAN MAN ON TH MOON
Speaking of Wale, when you hit that fan at your show last December, he came out with a line about it ["Throwin' 'round wallets like the dude that Kid Cudi hit," from "Thank You Freestyle"]
It wasn’t a shot, it’s just a simple-ass rhyme by a simple-ass rapper. You can’t let that shit faze you. That’s one of those raps that just shows the world that you wack. Why would you even use that as a metaphor? Everybody think they Hov. Niggas ain’t got the magic like they think they do; there’s only a couple of wizards in this game. I’m a wizard and I know it.
Are your peers not seeing that?
The last album, I let people dis me, throw out those jabs in their verses and have their little slick remarks. This time around, I’m not fucking around. I have no time to think about other niggas. These other motherfuckers like feeding off another nigga’s energy, so they mention their name. You hear me talk about niggas? I don’t even talk about Kanye, and that’s my homeboy! They talk about Kanye like they’re bosom buddies with this nigga. Talking about “I be in Hawaii”—man, shut the fuck up, why you got to tell everybody everything? Then people like Wale get mad that ‘Ye ain’t give him no beats—’Ye ain’t give you no beats because we ain’t fucking with your raps. It’s not a conspiracy theory. We don’t fuck with you musically, so we’re not going to provide music for you. The shit is a service, it’s a quality of a certain standard. Niggas are just so thirsty it’s ridiculous. I’ve been eating humble pie forever, and people still call me an asshole. These people don’t know my fucking life—now I’m going to give them something to talk about.
How heavy did the drug use get?
I started doing cocaine to get through interviews, ’cause people wanted to know a lot about my personal life and I wasn’t prepared for a 60 Minutes interview every time. Doing bumps I was able to get through the day, but then I would smoke weed to calm me down—it was the only way I could get through the day without people noticing I was doing it.
Did you ever feel like you had a problem?
Kid Cudi: I never thought it was a problem, but I was definitely high-fiving death a couple of times. It took a lot for me to talk about shit like this on the album. I don’t feel like I need to explain myself to anyone besides the fans. My fans don’t believe shit until they hear me say it. And those are true Kid Cudi fans. I want them to know the story.
That’s a lot to go through.
There’s another thing people don’t know. I have a daughter, born March 26th of this year. Her name is Vada, and she’s fucking awesome. That was eating me up, and it was stressing me out that nobody knew about her. I was trying to escape from that, too. Just trying to figure it out and make everyone happy, it’s a lot for somebody my age to handle. I was manning up and dealing with it in what I thought was the right way, but it was the wrong way. I want to be around for her. I can honestly say she was the wake-up call. The reality that it’s bigger than just you now—you have a responsibility and there’s no more time for mistakes. It’s time to stop fucking around.
That’s intense.
I was scared as fuck. I need to be a dad now, and I’m not with the girl—how does that work? Because having money isn’t it. I just wanted to be a great dad, and I didn’t think I was capable. Then I thought: When she gets here it’s either nut up or shut up. She’s my best friend and she doesn’t even know it. That’s why I always told myself I’m going to make these songs for my kids, so they can follow along and know my story, if something was ever to happen to me. No matter what motherfuckers are saying or haters are putting in their ear. She can put on my records and be like, “Fuck all that other shit, my dad was like this.” But I might make sure she doesn’t listen to this album until she’s 40. [Laughs.] I’m excited about watching her grow, I’m excited to be a papa.
The interview in its entirety can be found here.
14 ANOS APÓS A MORTE DE 2PAC SHAKUR

Faixa inédita: “Ride For Me”, ao lado de Kurupt e Fatal (10/09/2010):

Desde sua morte, em 1996, já foram lançados oito discos, isso sem contar The Don Killuminati: The 7 Day Theory, que estava pronto quando a tragédia aconteceu.
LULA REPRESENTANDO!
02/09/2010
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que chegou na quarta-feira a Foz do Iguaçu, inaugurou nesta quinta o Marco de Proteção de Crianças e Adolescentes da Tríplice Fronteira, um grande paredão onde o grafite é usado como arte nas Fronteiras entre Brasil, Uruguai e Argentina. O marco está localizado no principal acesso de Foz do Iguaçu à Ponte da Amizade, na fronteira brasileira com a paraguaia.
A Hidrelétrica de Itaipu tem vários projetos de proteção a crianças e adolescentes e foi da empresa a ideia de grafitar o viaduto com esse tema. Segundo a coordenadora de Projetos Sociais de Itaipu, Rosângela da Silva, o local será utilizado para discussões do tema, com a participação das três nações.
Artistas plásticos dos países estão há semanas trabalhando com as crianças da região para mostrar, por meio da arte, a indignação com a violência infantil e trabalhar a autoestima de menores atendidos pelos projetos sociais apoiados pela hidrelétrica.
A expectativa, de acordo com a coordenadora, é de que o local seja o maior espaço em quilômetros grafitados, com chances de constar no Guinness Book (livro dos recordes). A tela gigante tem 3,5 km de extensão. Ao visitar o local, Lula deixou uma imagem grafitada.




16 de set. de 2010
ENTREVISTA COM THEOPHILUS LONDON
É unanimidade em sites e revistas de música pela internet que o rapper Theophilus London está fadado ao sucesso. Ele é amigo do produtor Mark Ronson, veste-se com estilo e, não menos importante, faz música de primeira. E ainda nem lançou seu primeiro álbum, previsto para 2011. Mas suas suas mixtapes (This Charming Mixtape e I Want You) justificam o frenesi em torno do cara.
Nascido na ilha caribenha de Trinidad e Tobago e radicado no Brooklyn, Nova York, London dá uma veia pop e electro ao rap, combinando os anos 90 com batidas atuais. É considerado parte de uma nova vertente de rimadores, ao lado do americano Kid Cudi, que faz referências tanto à música negra quanto ao electro e também a ícones do rock, como o Smiths (como denuncia o nome da sua primeira mixtape).
Entusiasta fervoroso das novas tecnologias, Theophilus tem um blog e Twitter constantemente atualizados por ele mesmo e incentiva a distribuição de seu trabalho pela web.
No dia 28 de agosto, Theophilus London se apresentou no festival Black2Black, no Rio de Janeiro. Dia 3 de setembro se apresentou em São Paulo em uma versão reduzida do evento, ao lado da cantora Joya Bravo, do produtor Zakee e do brasileiro Nego Moçambique.
Quem não foi perdeu, uma pena, pois o cara é muito bom!
Bom, segue a entrevista feita pela Trip:
Qual é a origem do seu nome?
É o nome do meu bisavô. Sou Theophilus London II.
Suas mixtapes têm circulado com sucesso entre os blogs de música e têm influências bem diversificadas. Como você construiu sua cultura musical?
Estudando, absorvendo as coisas. Gostava de soul, reggae. Muito James Brown, Michael Jackson, Marvin Gaye, Motown.
Você nasceu em Trinidad & Tobago, regravou o "Calypso Blues", famosa na voz de Nat King Cole. O quanto da cultura caribenha está presente em sua música?
Diria que 100%. Nasci em Trinidad & Tobago e a cultura de lá está muito presente na minha música. Os rapazes caribenhos gostam de sol, garotas, comida. Faço isso todo dia.
Você é um internauta heavy user, mantém blog, Twitter. No que a internet ajudou e no que prejudicou os artistas?
Ajudou muito. Existem toda uma nova maneira de se fazer conhecido através dos blogs.
Não é verdade. Eu sou mais do que um rapper. Não gosto de ser chamado de rapper, gosto de ser chamado de pessoa. Às vezes as pessoas precisam rotular as coisas para entender. Não me importo. Não tenho definição para minha música. Tenho meus artistas favoritos e quero fazer parte disso o quanto puder.
Você já está há alguns dias no Brasil. Deu tempo pra conhecer lugares e artistas interessantes? Do que você mais gostou?
Fui a vários lugares, nunca tinha estado aqui, então estão me apresentando os lugares, estou aprendendo sobre a cultura, experimentando a comida. Ir às casa de famílias, para comer e assistir a jogos de futebol.
O que você achou do Rio?
Um lugar legal, com muita cultura. Conversei com pessoas daqui e senti que é parecido com a Jamaica, Trinidad & Tobago, a sensação é parecida.
Quando sairá seu primeiro disco?
Está marcado para janeiro de 2011, daqui a alguns meses.
O que você está preparando para o show de amanhã em São Paulo?
Muita energia. Vou tocar algumas músicas novas do disco, algumas da mixtape que talvez as pessoas conheçam. Vai ser um show bem legal.
AGORA É OFICIAL: PRIMEIRA BIENAL INTERNACIONAL DE GRAFFITI
Pela primeira vez, o MUBE, Museu Brasileiro da Escultura, recebe em suas instalações uma exposição de graffiti e arte urbana, a 1ª Bienal Internacional Graffiti Fine Art. A mostra integra os elementos inerentes ao museu, as mostras permanentes e sua arquitetura, às cores e dinamismo dos movimentos urbanos contemporâneos.
O estilo graffiti que surgiu na década de 70 em Nova York se difundiu de maneira rápida e vasta pelas ruas de outras cidades do mundo. Além de peculiaridades de uma arte totalmente autoral e ligada a formas de protesto, o graffiti envolve também culturas limítrofes conhecidas como hip hop e outras formas de expressão.
Durante todo o mês de setembro, o Museu Brasileiro da Escultura recebe esta mostra que exibe todas as mudanças gráficas e visuais provocadas por esta arte invasiva e ativa que é o graffiti, representado em vários lugares do mundo desde o seu surgimento. Exibição de filmes, mesas de debate e outros bate papos são também propostos no período que a exposição estiver instalada no museu.
Grandes nomes da arte urbana internacional como CES, Bates, Totem2 e Can Two estarão presentes na mostra. Entretanto, a mostra quer também colocar o Brasil como grande representante desde movimento urbano já atemporal, além de questionar e discutir toda essa mudança no nosso cenário cotidiano. Entre os brasileiros confirmados para o evento estão Anjo, Binho, Chivitz, OsGêmeos, Ronah, Tikka, Titi e Zezão, entre outros.
Esta Bienal pretende chamar a atenção da sociedade para o que esta acontecendo nas ruas das grandes metrópoles, colocando o Brasil como referência inescapável para quem se debruça sobre a arte de hoje.
Vai lá: 1ª Bienal Internacional Graffiti Fine Art
Quando: de 3 de setembro a 3 de outubro
Onde: Museu Brasileiro da Escultura, Av. Europa, 218, São Paulo
Quanto: entrada gratuita
www.graffitifineart.blogspot.com












