
26 de out. de 2010
16 de set. de 2010
ENTREVISTA COM THEOPHILUS LONDON
É unanimidade em sites e revistas de música pela internet que o rapper Theophilus London está fadado ao sucesso. Ele é amigo do produtor Mark Ronson, veste-se com estilo e, não menos importante, faz música de primeira. E ainda nem lançou seu primeiro álbum, previsto para 2011. Mas suas suas mixtapes (This Charming Mixtape e I Want You) justificam o frenesi em torno do cara.
Nascido na ilha caribenha de Trinidad e Tobago e radicado no Brooklyn, Nova York, London dá uma veia pop e electro ao rap, combinando os anos 90 com batidas atuais. É considerado parte de uma nova vertente de rimadores, ao lado do americano Kid Cudi, que faz referências tanto à música negra quanto ao electro e também a ícones do rock, como o Smiths (como denuncia o nome da sua primeira mixtape).
Entusiasta fervoroso das novas tecnologias, Theophilus tem um blog e Twitter constantemente atualizados por ele mesmo e incentiva a distribuição de seu trabalho pela web.
No dia 28 de agosto, Theophilus London se apresentou no festival Black2Black, no Rio de Janeiro. Dia 3 de setembro se apresentou em São Paulo em uma versão reduzida do evento, ao lado da cantora Joya Bravo, do produtor Zakee e do brasileiro Nego Moçambique.
Quem não foi perdeu, uma pena, pois o cara é muito bom!
Bom, segue a entrevista feita pela Trip:
Qual é a origem do seu nome?
É o nome do meu bisavô. Sou Theophilus London II.
Suas mixtapes têm circulado com sucesso entre os blogs de música e têm influências bem diversificadas. Como você construiu sua cultura musical?
Estudando, absorvendo as coisas. Gostava de soul, reggae. Muito James Brown, Michael Jackson, Marvin Gaye, Motown.
Você nasceu em Trinidad & Tobago, regravou o "Calypso Blues", famosa na voz de Nat King Cole. O quanto da cultura caribenha está presente em sua música?
Diria que 100%. Nasci em Trinidad & Tobago e a cultura de lá está muito presente na minha música. Os rapazes caribenhos gostam de sol, garotas, comida. Faço isso todo dia.
Você é um internauta heavy user, mantém blog, Twitter. No que a internet ajudou e no que prejudicou os artistas?
Ajudou muito. Existem toda uma nova maneira de se fazer conhecido através dos blogs.
Não é verdade. Eu sou mais do que um rapper. Não gosto de ser chamado de rapper, gosto de ser chamado de pessoa. Às vezes as pessoas precisam rotular as coisas para entender. Não me importo. Não tenho definição para minha música. Tenho meus artistas favoritos e quero fazer parte disso o quanto puder.
Você já está há alguns dias no Brasil. Deu tempo pra conhecer lugares e artistas interessantes? Do que você mais gostou?
Fui a vários lugares, nunca tinha estado aqui, então estão me apresentando os lugares, estou aprendendo sobre a cultura, experimentando a comida. Ir às casa de famílias, para comer e assistir a jogos de futebol.
O que você achou do Rio?
Um lugar legal, com muita cultura. Conversei com pessoas daqui e senti que é parecido com a Jamaica, Trinidad & Tobago, a sensação é parecida.
Quando sairá seu primeiro disco?
Está marcado para janeiro de 2011, daqui a alguns meses.
O que você está preparando para o show de amanhã em São Paulo?
Muita energia. Vou tocar algumas músicas novas do disco, algumas da mixtape que talvez as pessoas conheçam. Vai ser um show bem legal.
21 de ago. de 2010
9 de ago. de 2010
THEOPHILUS LONDON NO RJ

Quando Theophilus London subir ao Palco Urbano do Back2Black, no dia 28 de agosto, a noite vai ficar mais colorida. E o motivo não vai ser somente o estilo quase indie de camisas e calças modernas, bonés de aba reta e tênis multicores do rapaz que herdou o nome inusitado do avô e ousa fugir do figurino um tanto quanto clichê de correntes de ouro e roupas largas da maioria dos rappers americanos. No centro do novo movimento de pop urbano de uma das áreas mais criativas do cenário musical americano – e mundial! -, o jovem nascido e criado no Brooklyn traz uma nova luz ao rap e hip hop com seu apetite pop e comportamento hype.
London é, definitivamente, um artista a se observar. E com muita atenção, justamente para não se correr o risco de deixar escapar os detalhes do minimalismo que cerca suas produções musicais e pessoais. O rapper, compositor e produtor garante, com uma pegada eletro e alguns goles do bom e velho punk britânico, um toque de vanguarda em meio ao freestyle já consagrado no hip hop. A mixtape independente ‘Jam!’, de 2008, foi, alavancada pela excelente faixa-título de releitura de ninguém menos que o rei do pop Michael Jackson, o pontapé inicial de um desafio autoral: introduzir samples de suas músicas prediletas em um trabalho que não perdesse a identidade própria.
Pode-se dizer com toda certeza que Theophilus realizou esta proeza com estilo, e com categoria de gente grande, diga-se de passagem – não é à toa que o artista é considerado por muitos como o próximo grande nome do hip hop internacional, chamando a atenção das revistas Rolling Stone, NME, The Fader e do New York Times. Os passos, influenciados pelos reinados de James Brown, Fela Kuti, The Smiths, Quincy Jones, Prince e Jay-Z, continuaram sendo traçados no ano seguinte, quando ‘This Charming Mixtape’, seu segundo trabalho, respondeu à altura às expectativas trazidas pela primeira assinatura. O cantor, com sua marca ‘The Lovers’, empolgou em faixas como `Humdrum Town`, manteve a veia nata de rapper na clássica versão de Lauryn Hill de `Can’t Take My Eyes Off of You` e supreendeu na adaptação da diva Whitney Houston e seu tema à la Bodyguard `I Will Always Love You`.

Para este ano, London já emplacou mais uma mixtape de sucesso de crítica: `I Want You` mal chegou aos sites de download – sim, Theophilus é adepto fervoroso das novas tecnologias, participante ativo de redes sociais e incentivador da distribuição de seu trabalho por todas as vias que o mundo virtual oferece -, e já conta com a adoração do público, lotando todas as casas onde o rapper tem inúmeras apresentações já agendadas ao longo do ano. Não é para menos. Quem escutar o elogiado street album vai se sentir caminhando faixa a faixa com a mesma fluidez com que Theo passa do som disco/retrô de `No Answers` à psicodelia eletrônica de `Don’t Be Afraid`, desembocando na conhecida fórmula de sucesso de hip-hop&sample-mix, dessa vez ao som da lenda black Marvin Gaye na faixa que dá nome ao trabalho.
O Rio de Janeiro já pode se preparar para receber todo o pioneirismo e ousadia do ‘eletro pop e rap urbano’ de Theophilus London. Pra quem ainda tem dúvidas sobre o que o nova-iorquino vai oferecer na noite de sábado do Back2Black, é ele mesmo quem responde: “Meu som é inovador, fala com todas as culturas, faz as pessoas quererem dançar, amar, ou fazer o que quer que tenham vontade. O que eu mais gosto no meu som é a conexão entre mim e o público. Isso que me deixa ansioso. O que me excita é poder deixar as pessoas elétricas, soltas, fazer todo mundo delirar.”*
Que venha o delírio multicolor de Theophilus London!
texto do site back2blackfestival
Download Mixtape I WANT YOU




