
Local: Galeria Olido – Cine Olido. Av. São João, 473. Centro. Tel. 3331-8399.
Dias 1, 6, 9 e 13, às 19h30.
Dia 2, 17h (após a sessão, ocorre bate-papo com os diretores).
Dias 5, 8, 12, às 17h.
Dias 7, 10 e 14, às 15h.






Celebrando manifestação cultural da pixação, entre os dias 13 e 31 de julho, a Matilha Cultural abriga a mostra “Caligrafia Mau Dita”, exposição de registros tipográficos reunidos pela grife de pixação Os Muito Loucos e convidados das cinco regiões de São Paulo e ABC que atuam há mais de 20 anos nas ruas da cidade. A exposição é voltada ao entendimento do pixo e de sua caligrafia como fenômenos sociais do nosso tempo.
A iniciativa partiu de Manulo e Pingüim e teve apoio dos convidados Thatha (ZS), Tatei (ZO), Rash (ZN), Taylor e Vagabundo (ZL), Zé (ABC) e Ivan (Centro). Na mostra, será possível conhecer as ‘folhinhas’ com desenhos caligráficos, que são peças tão importantes individualmente quanto a própria sobrevivência da cultura. Nos encontros de pixadores, as folhinhas costumam ser trocadas, mantendo viva a caligrafia de cada grupo e ganhando caráter de peça colecionável junto com convites de festas. “Conseguimos reunir muitas letras e assinaturas raras da história da pixação. Pena que é impossível mostrar tudo de uma vez”, conta Manulo.
Outros destaques da programação são o lançamento do documentário “Caligrafia Mau Dita”, com 20 min de duração, dirigido por Jey (Flávio Ferraz), um dos organizadores da mostra, exposição de fotos de João Wainer e Victor Moryama que contextualizam artisticamente a pixação na cidade de São Paulo e ilustrações de Paulo Ito (Artista Plástico e Ilustrador) que aborda o pixo em linguagem de HQ.
Está programado ainda um ciclo de conversas sobre as diversas facetas do pixo, com nomes como Claudio Rocha (da publicação Tupigrafia), Jaime Prades e Celso Gitahy já confirmados.
A ABERTURA SERÁ NA TERÇA, DIA 13/07 – a partir das 18h.


No começo dos anos 80, começou tudo por brincadeira, e foi tomando dimensões aguçando a curiosidade das pessoas por muitos anos.
2- Como era a pixacao nessa época?
Não existia praticamente pixações, somente algumas frases de efeito e o lendario cão fila km, com certeza, por esta razão tivemos tanto destaque que dura ate hoje.
3- É fato que vc e sua turma eram os pixadores mais conhecidos de sua epoca, vc acha que influenciou muita gente a começar a pixar? Comente.
Na verdade não era uma turma e sim eu ,Juneca, e meu parceiro Pessoinha, acho que tudo e moda, como era algo novo muita gente foi no embalo, não esquecendo que a pixação e uma grande forma de expressão
4- Nos conte como foi aquele lance de vc e o Bilao terem os "nomes" no diario oficial de SP na epoca do Janio , e como fizeram p/ escaparem da polícia na época?
Como todo adolecente ficamos assustados no começo, mas a midia deu grande importancia para o fato, ai começamos a participar de varios programas de TV, jornais e revistas acabou virando uma grande curtição para escapar, houve uma reunião com o vice prefeito da epoca Altur Alves Pinto para resolver o problema, mas somente quando tive um encontro em um programa de TV com a nova prefeita Luiza Erundina, que me afirmou que todas as manifestações culturais seriam bem vindas para cidade, realmente tive um pouco de sossego.
5- Na epoca em que vc ainda pixava , qual foi a sua maior proeza como pixador? Qual o role que ficou na sua memoria?
A cúpula da camara do congresso Nacional em Brasilia.
6- Qual foi o motivo que o fez parar de pixar?
Depois de muitos anos pixando, recebi um convite de um artista plastico para trabalhar como seu assistente, acabei gostando e criando uma carreira propria como grafiteiro, comecei a gostar de arte e fui cursar a faculdade de artes plasticas, com isso me envolvi com a arte onde estou ate os dias atuais.
7- Como foi essa sua passagem de ex-pixador p/ artista plástico? Comente.
Foi tudo automático, nada pensado e programado, as coisas foram acontecendo, quando percebi estava ministrando cursos e oficinas para adolecentes, que faziam o mesmo que eu no passado, passando noções de arte e cidadania.
Fiz varios trabalhos sociais e comunitários.8- O que vc diria a mulekada que hj em dia faz e curte pixacao em SP? Como vc ve a pixacao hj em dia?
Acho que a liberdade de expressão deve existir, mas acho que poderia ser bem mais elaborada e pensada, pois a pixação e uma midia e uma força de expressão muito forte, o que sinto sobre a pixação de hoje em dia e que não conseguimos identificar os atuantes, mas sabemos que eles existem e estão dando seus recados, por isso respeito.
9- Nos conte sobre os seus trabalhos atuais , ainda pinta nas ruas de SP?
Continuo atuante com inumeros trabalhos, exposições no Brasil e internacionais, cursos, oficinas, cenarios, etc. Estou um tempo fora das ruas por alguns problemas pessoais, mas ja estou preparando um novo trabalho, que com certeza, antes do final de 2009 estara nas ruas, pois o grande barato e estar nas ruas.
10 - A ultima pergunta é sempre 1 tema livre p/ vc mandar as suas idéias e falar sobre o assunto. Fique a vontade!
Alguns acham que sou contra pixação, na verdade seria ate incoerencia, fiquei muitos anos na pixação aposentei e tomei outros caminhos, falo por mim, não quero ser exemplo para ninguem, como respeito quem faz a pixaçao, so quero que respeitem a minha decisão, muitos que falam não eram nem nascidos e eu ja pixava.