17 de set. de 2010

COMPLEX: KID CUDI MAN MAN ON TH MOON

Entrevista do rapper de Nova York para a Complex.

Complex recently caught up with Kid Cudi for an in-depth interview into the musician’s latest happenings. Over sometime in Los Angeles, Cudi broke down his rocky relationship with Wale, his drug use, and his new baby daughter Vada Mescudi, who was born in March. Offered below is an except of the interview featured within the magazine’s October/November 2010 issue, in which Cudi serves as the cover boy as well.

Speaking of Wale, when you hit that fan at your show last December, he came out with a line about it ["Throwin' 'round wallets like the dude that Kid Cudi hit," from "Thank You Freestyle"]

It wasn’t a shot, it’s just a simple-ass rhyme by a simple-ass rapper. You can’t let that shit faze you. That’s one of those raps that just shows the world that you wack. Why would you even use that as a metaphor? Everybody think they Hov. Niggas ain’t got the magic like they think they do; there’s only a couple of wizards in this game. I’m a wizard and I know it.

Are your peers not seeing that?

The last album, I let people dis me, throw out those jabs in their verses and have their little slick remarks. This time around, I’m not fucking around. I have no time to think about other niggas. These other motherfuckers like feeding off another nigga’s energy, so they mention their name. You hear me talk about niggas? I don’t even talk about Kanye, and that’s my homeboy! They talk about Kanye like they’re bosom buddies with this nigga. Talking about “I be in Hawaii”—man, shut the fuck up, why you got to tell everybody everything? Then people like Wale get mad that ‘Ye ain’t give him no beats—’Ye ain’t give you no beats because we ain’t fucking with your raps. It’s not a conspiracy theory. We don’t fuck with you musically, so we’re not going to provide music for you. The shit is a service, it’s a quality of a certain standard. Niggas are just so thirsty it’s ridiculous. I’ve been eating humble pie forever, and people still call me an asshole. These people don’t know my fucking life—now I’m going to give them something to talk about.

How heavy did the drug use get?

I started doing cocaine to get through interviews, ’cause people wanted to know a lot about my personal life and I wasn’t prepared for a 60 Minutes interview every time. Doing bumps I was able to get through the day, but then I would smoke weed to calm me down—it was the only way I could get through the day without people noticing I was doing it.
Did you ever feel like you had a problem?

Kid Cudi: I never thought it was a problem, but I was definitely high-fiving death a couple of times. It took a lot for me to talk about shit like this on the album. I don’t feel like I need to explain myself to anyone besides the fans. My fans don’t believe shit until they hear me say it. And those are true Kid Cudi fans. I want them to know the story.

That’s a lot to go through.

There’s another thing people don’t know. I have a daughter, born March 26th of this year. Her name is Vada, and she’s fucking awesome. That was eating me up, and it was stressing me out that nobody knew about her. I was trying to escape from that, too. Just trying to figure it out and make everyone happy, it’s a lot for somebody my age to handle. I was manning up and dealing with it in what I thought was the right way, but it was the wrong way. I want to be around for her. I can honestly say she was the wake-up call. The reality that it’s bigger than just you now—you have a responsibility and there’s no more time for mistakes. It’s time to stop fucking around.
That’s intense.

I was scared as fuck. I need to be a dad now, and I’m not with the girl—how does that work? Because having money isn’t it. I just wanted to be a great dad, and I didn’t think I was capable. Then I thought: When she gets here it’s either nut up or shut up. She’s my best friend and she doesn’t even know it. That’s why I always told myself I’m going to make these songs for my kids, so they can follow along and know my story, if something was ever to happen to me. No matter what motherfuckers are saying or haters are putting in their ear. She can put on my records and be like, “Fuck all that other shit, my dad was like this.” But I might make sure she doesn’t listen to this album until she’s 40. [Laughs.] I’m excited about watching her grow, I’m excited to be a papa.

The interview in its entirety can be found here.

Entrevista completa em: complex.com

source: hypebeast e complex

14 ANOS APÓS A MORTE DE 2PAC SHAKUR


Como é comum acontecer em setembro, mês da morte de Tupac Shakur, faixas e material inédito começam a aparecer. Em 2010 chegamos ao 14º aniversário de morte do rapper, baleado na Las Vegas Boulevard ao lado de Suge Knight no dia 09 de setembro de 1996 e morto três dias depois (13/09/96). Sem querer alimentar as teorias conspiratórias de que Pac estaria vivo, mas levando-as em conta, tentamos reunir algumas coisas que foram lançadas este ano e creditadas a ele:

Faixa inédita: “Ride For Me”, ao lado de Kurupt e Fatal (10/09/2010):



A ESPN também aproveitou a data para lançar o documentário One Night In Vegas, sobre a amizade entre Tupac e o campeão Mike Tyson. Na noite em que foi baleado, o MC foi ver uma luta de boxe entre Tyson e Bruce Seldon, no MGM Grand, em Las Vegas.


No filme, Mike Tyson lembrou de detalhes da amizade entre os dois. O boxeador saiu da prisão em 1995 e o rapper foi parar atrás das grades no fim mesmo ano. “Nosso problema era que sempre tivemos de nos preocupar com alguém nos traindo, nossos amigos mais próximos,” conta Tyson no documentário. Ele ainda revelou um arrependimento: “Ele sempre quis que eu fumasse um baseado com ele. Eu nunca fiz isso, mas gostaria de ter feito. Esse é meu maior arrependimento,” disse Tyson, que declarou ter recusado os convites porque estava parando de fumar na época.

As rimas de Tupac também apareceram ao lado de Pimp C e Trey Songz em “Right Now”, faixa presente no aclamado Trill O.G., disco lançado este ano pelo rapper Bun B. Confira o comentário de Bun B sobre a música: “Este single foi produzido pelo Steve Bilo, um aliado do Pimp. Meu verso foi gravado este ano, os versos do Pimp C foram gravados em meados da década de 2000 e os versos do Tupac foram gravados na década de 90. Os versos do Pac estiveram guardados por um longo tempo. Nós fizemos o beat de acordo com o rítimo que ele foi gravado pelo Tupac. O som foi gravado antes do Tupac entrar para Death Row. Na música ele fala sobre estar em Nova York, andar na avenida 125 e assistindo ao Puerto Rican Day Parade”.



Desde sua morte, em 1996, já foram lançados oito discos, isso sem contar The Don Killuminati: The 7 Day Theory, que estava pronto quando a tragédia aconteceu.

Fonte: http://noize.virgula.uol.com.br/

LULA REPRESENTANDO!

A notícia é meio velha mas ta ai:

02/09/2010

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que chegou na quarta-feira a Foz do Iguaçu, inaugurou nesta quinta o Marco de Proteção de Crianças e Adolescentes da Tríplice Fronteira, um grande paredão onde o grafite é usado como arte nas Fronteiras entre Brasil, Uruguai e Argentina. O marco está localizado no principal acesso de Foz do Iguaçu à Ponte da Amizade, na fronteira brasileira com a paraguaia.

A Hidrelétrica de Itaipu tem vários projetos de proteção a crianças e adolescentes e foi da empresa a ideia de grafitar o viaduto com esse tema. Segundo a coordenadora de Projetos Sociais de Itaipu, Rosângela da Silva, o local será utilizado para discussões do tema, com a participação das três nações.

Artistas plásticos dos países estão há semanas trabalhando com as crianças da região para mostrar, por meio da arte, a indignação com a violência infantil e trabalhar a autoestima de menores atendidos pelos projetos sociais apoiados pela hidrelétrica.

A expectativa, de acordo com a coordenadora, é de que o local seja o maior espaço em quilômetros grafitados, com chances de constar no Guinness Book (livro dos recordes). A tela gigante tem 3,5 km de extensão. Ao visitar o local, Lula deixou uma imagem grafitada.






16 de set. de 2010

ENTREVISTA COM THEOPHILUS LONDON

Theophilus London

É unanimidade em sites e revistas de música pela internet que o rapper Theophilus London está fadado ao sucesso. Ele é amigo do produtor Mark Ronson, veste-se com estilo e, não menos importante, faz música de primeira. E ainda nem lançou seu primeiro álbum, previsto para 2011. Mas suas suas mixtapes (This Charming Mixtape e I Want You) justificam o frenesi em torno do cara.


Nascido na ilha caribenha de Trinidad e Tobago e radicado no Brooklyn, Nova York, London dá uma veia pop e electro ao rap, combinando os anos 90 com batidas atuais. É considerado parte de uma nova vertente de rimadores, ao lado do americano Kid Cudi, que faz referências tanto à música negra quanto ao electro e também a ícones do rock, como o Smiths (como denuncia o nome da sua primeira mixtape).

Entusiasta fervoroso das novas tecnologias, Theophilus tem um blog e Twitter constantemente atualizados por ele mesmo e incentiva a distribuição de seu trabalho pela web.

No dia 28 de agosto, Theophilus London se apresentou no festival Black2Black, no Rio de Janeiro. Dia 3 de setembro se apresentou em São Paulo em uma versão reduzida do evento, ao lado da cantora
Joya Bravo, do produtor Zakee e do brasileiro Nego Moçambique.

Quem não foi perdeu, uma pena, pois o cara é muito bom!

Bom, segue a entrevista feita pela Trip:

Qual é a origem do seu nome?
É o nome do meu bisavô. Sou Theophilus London II.

Suas mixtapes têm circulado com sucesso entre os blogs de música e têm influências bem diversificadas. Como você construiu sua cultura musical?

Estudando, absorvendo as coisas. Gostava de soul, reggae. Muito James Brown, Michael Jackson, Marvin Gaye, Motown.

Você nasceu em Trinidad & Tobago, regravou o "Calypso Blues", famosa na voz de Nat King Cole. O quanto da cultura caribenha está presente em sua música?
Diria que 100%. Nasci em Trinidad & Tobago e a cultura de lá está muito presente na minha música. Os rapazes caribenhos gostam de sol, garotas, comida. Faço isso todo dia.

Você é um internauta heavy user, mantém blog, Twitter. No que a internet ajudou e no que prejudicou os artistas?
Ajudou muito. Existem toda uma nova maneira de se fazer conhecido através dos blogs.

Lemos que você não gosta de ser chamado de rapper. Como você define a sua música?
Não é verdade. Eu sou mais do que um rapper. Não gosto de ser chamado de rapper, gosto de ser chamado de pessoa. Às vezes as pessoas precisam rotular as coisas para entender. Não me importo. Não tenho definição para minha música. Tenho meus artistas favoritos e quero fazer parte disso o quanto puder.

Você já está há alguns dias no Brasil. Deu tempo pra conhecer lugares e artistas interessantes? Do que você mais gostou?
Fui a vários lugares, nunca tinha estado aqui, então estão me apresentando os lugares, estou aprendendo sobre a cultura, experimentando a comida. Ir às casa de famílias, para comer e assistir a jogos de futebol.

O que você achou do Rio?
Um lugar legal, com muita cultura. Conversei com pessoas daqui e senti que é parecido com a Jamaica, Trinidad & Tobago, a sensação é parecida.

Quando sairá seu primeiro disco?
Está marcado para janeiro de 2011, daqui a alguns meses.

O que você está preparando para o show de amanhã em São Paulo?
Muita energia. Vou tocar algumas músicas novas do disco, algumas da mixtape que talvez as pessoas conheçam. Vai ser um show bem legal.

AGORA É OFICIAL: PRIMEIRA BIENAL INTERNACIONAL DE GRAFFITI


Arte de Zezão, Highgraff e


Pela primeira vez, o MUBE, Museu Brasileiro da Escultura, recebe em suas instalações uma exposição de graffiti e arte urbana, a 1ª Bienal Internacional Graffiti Fine Art. A mostra integra os elementos inerentes ao museu, as mostras permanentes e sua arquitetura, às cores e dinamismo dos movimentos urbanos contemporâneos.

O estilo graffiti que surgiu na década de 70 em Nova York se difundiu de maneira rápida e vasta pelas ruas de outras cidades do mundo. Além de peculiaridades de uma arte totalmente autoral e ligada a formas de protesto, o graffiti envolve também culturas limítrofes conhecidas como hip hop e outras formas de expressão.

Durante todo o mês de setembro, o Museu Brasileiro da Escultura recebe esta mostra que exibe todas as mudanças gráficas e visuais provocadas por esta arte invasiva e ativa que é o graffiti, representado em vários lugares do mundo desde o seu surgimento. Exibição de filmes, mesas de debate e outros bate papos são também propostos no período que a exposição estiver instalada no museu.

Grandes nomes da arte urbana internacional como CES, Bates, Totem2 e Can Two estarão presentes na mostra. Entretanto, a mostra quer também colocar o Brasil como grande representante desde movimento urbano já atemporal, além de questionar e discutir toda essa mudança no nosso cenário cotidiano. Entre os brasileiros confirmados para o evento estão Anjo, Binho, Chivitz, OsGêmeos, Ronah, Tikka, Titi e Zezão, entre outros.

Esta Bienal pretende chamar a atenção da sociedade para o que esta acontecendo nas ruas das grandes metrópoles, colocando o Brasil como referência inescapável para quem se debruça sobre a arte de hoje.

Vai lá: 1ª Bienal Internacional Graffiti Fine Art
Quando:
de 3 de setembro a 3 de outubro
Onde:
Museu Brasileiro da Escultura, Av. Europa, 218, São Paulo
Quanto:
entrada gratuita
www.graffitifineart.blogspot.com

14 de set. de 2010

BANKSY ATACA NOVAMENTE

O misterioso Banksy acaba de produzir mais algumas de suas criações provocativas. De identidade desconhecida, mas de reputação mundial, o artista de rua realiza grande parte de seus trabalhos em Bristol, na Inglaterra, mas também já atacou cidades como Toronto, Chicago, São Francisco, entre outras.

Fonte: Zupi



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A POESIA DO PIXO

As raríssimas fotos abaixo fazem parte do arquivo do fotógrafo Ennio Brauns, que fotografou grande parte da cena do pixo e do graffiti paulistano na década de 80. Nestas imagens, podemos relembrar um pixo mais poético, com mais mensagens e menos demarcações territoriais e rivalidades de crews. Um outro estilo. Uma outra época.

















STEPHAN DOITSCHINOFF NO IBIRAPUERA


Para Oscar Niemeyer, a arquitetura deve estar integrada às artes plásticas. Hoje, 56 anos depois da inauguração de seu projeto do Parque do Ibirapuera, essa integração pode ser vista na prática: o local conta com quatro museus (MAM, MAC, Museu Afro Brasil e Pavilhão das Culturas Brasileiras), além da Oca e do Pavilhão da Bienal. A vocação artística do Ibirapuera ganhou reforço, nos últimos meses, com a instalação de novas obras em espaços abertos do parque, incluindo murais de Tony de Marco, Carla Barth, Osgemeos e Chivitz.


Claylton de Souza/AEStephan Doitschinoff monta sua escultura 'A Mão'Enquanto alguns artistas preparam suas criações que serão expostas ao ar livre na 29.ª Bienal Internacional de São Paulo, o artista Stephan Doitschinoff finaliza a escultura A Mão, o que reforçará ainda mais os números de arte pública no parque. A peça, de 1,80 m, será instalada perto da entrada do Museu Afro Brasil e tem inauguração prevista para outubro, em data ainda a ser definida.

A obra, que ali ficará exposta durante um ano, segue a linha de murais, telas e instalações do artista, sempre ligados ao sincretismo religioso.

Para compor a peça, Doitschinoff se inspirou no livro A Mão Afro Brasileira, de 1988, organizado por Emanoel Araujo, hoje diretor do Museu Afro Brasil. "O livro levanta de que maneira uma ‘mão negra’ contribuiu para a cultura brasileira", diz ele.

Paulista conhecido como Calma, Doitschinoff nasceu em 1977. Em 2005, mudou-se para Lençóis (BA) e pintou casas e muros da cidade. Em 2006, ganhou o prêmio Jabuti pelas ilustrações do livro Palavra Cigana (Ed. Cosac Naify). Em 2009, expôs no Masp e foi eleito artista revelação pela APCA. Doitschinoff fala sobre o novo trabalho.


A figura da mão está sempre presente em sua produção. Como ela surgiu?

Tudo começou por causa da quiromancia. Sempre admirei muito adivinhação, de ver o futuro em borra de café, de jogar búzios, ler a mão. A base de tudo isso é ter fé em uma ação que é totalmente nonsense. Comecei a trabalhar com a imagem da mão, a dividi-la em linhas e a desenhar nelas. Isso foi na mesma época em que me mudei para a Bahia e comecei a estudar a cultura afro, o sincretismo, e como isso influenciou a cultura brasileira. Pouco depois, conheci a obra do Emanoel Araujo, A Mão Afro Brasileira. E aí juntei tudo.


Você sempre trabalha com muitas simbologias. Quais são as desta obra?

Há uma ampulheta com asas e duas tochas cruzadas e viradas para baixo. A ampulheta quer dizer "a vida é curta"; as asas, "o tempo voa"; e as tochas, "a morte é certa" - é um mantra que os monges pronunciavam, contemplando uma caveira. E as letras dos dedos são as iniciais de uma expressão em latim que significa "não procure do lado de fora, a verdade se encontra dentro do homem".


Você incorporou à peça símbolos da cultura afro?

Não há nenhum símbolo do candomblé, por exemplo. O meu estudo engloba o sincretismo, mas não uso esses símbolos porque, para usar um símbolo de poder, de fé, você tem de conhecê-lo de verdade. Estudo o cristianismo desde criança, então me sinto livre para usá-lo.


É a primeira vez que você trabalha com cerâmica. Por que a escolha desse material?

Quis fazer uma ligação com o popular, com a ancestralidade e também com a África em si. Acho que a cor da terra simboliza muito bem a África.


O prêmio que você ganhou por edital do Ministério da Cultura e que viabilizou a escultura A Mão também incluía um mural.

Ele foi feito em julho. O mural fez parte de um projeto com duas instituições de Osasco, uma de reabilitação de usuários de álcool e drogas e outra de inclusão social de pessoas em situação de rua. Eles acompanharam a confecção da minha escultura, fizemos visitas ao Museu Afro Brasil, eu falei sobre meu trabalho e eles falaram sobre o trabalho de artesanato deles. Pelo projeto, eles fariam um mural inspirado no meu trabalho em um local decidido por eles. E eles escolheram as próprias sedes das instituições que frequentam.


Na hora de criar a escultura, teve algum cuidado pensado especialmente para a interação com o público?

Geralmente, minhas peças são muito delicadas, mas nesta, de cerâmica, as pessoas podem interagir, tocar. Isso é importante porque fazer obras para dentro do museu é lindo e as possibilidades são maiores. Mas há uma coisa muito especial na obra pública, que é atingir o público de uma maneira até subliminar, porque as pessoas estão lá, jogando bola, passeando, namorando, e vão interagir com a obra.


Sua experiência em Lençóis (BA), onde viveu durante três anos e pintou casas, pode ser considerada um bom exemplo de arte pública. Em que ela influenciou seu jeito de fazer arte?

Lá, foi a primeira vez em que eu pensei nas pessoas que veriam aquela obra. Quando eu pintava em São Paulo, fazia coisas muito mais agressivas. Como a cidade é muito gigante, dificilmente quem faz uma obra pública vai conhecer quem mora ali. Em Lençóis, convivendo com as famílias e influenciado por suas crenças, comecei a levar isso em consideração. Aliás, muitas vezes, essa era a primeira coisa que eu levava em conta

13 de set. de 2010

PIXEL SHOW 2010


Novamente a cultuada Zupi apresenta a sexta edição do Pixel Show, maior evento de design e criatividade do Brasil. Mais uma vez, a conferência abre um espaço eclético e democrático para a discussão de assuntos relacionados à criatividade e tecnologia. Então, se você é um ser cultural inquieto, sempre em busca de novas ideias e referências em design, arte, fotografia, ilustração, arte de rua, moda e cinema, reserve os dias 16 e 17 de outubro e prepare-se para este grande encontro.

Palestras

Este ano, seis artistas internacionais foram convidados e realizarão palestras sobre as atividades que os consagraram. Eis quem são:

Bobby Chiu e Kei Acedera: dupla de ilustradores que criou as aclamadas concept arts para o universo lúdico do filme Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton.

Jason Manley: presidente da megaprodutora de cinema e games Massive Black, que tomou parte na criação de jogos como God of War 3, BioShock 2 e Silent Hill.

Dan Goldman: ilustrador e quadrinista digital nomeado duas vezes ao Eisner, maior premiação de HQs do mundo, cujo trabalho já estampou as páginas da New York Magazine, The New York Times, GQ, TIME e Wired.

Felipe Bedoya: nova promessa da arte lowbrow latino-americana, o ilustrador colombiano vem apresentar suas criaturas bizarras e temas surreais.

Florentijn Hofman: interventor urbano holandês conhecido no mundo todo por sua arte inusitada. Promete realizar uma intervenção em algum ponto da cidade de São Paulo que ainda permanece em segredo.

Entre os palestrantes nacionais, estão confirmados:

Indio San: um dos maiores designers gráficos do país, explora fotografia, pintura digital, desenho, esculturas articuladas e arte sequencial. Já desenvolveu trabalhos para grandes empresas, tais como Abril, Globo e Grupo Folha.

Dimitre: trabalha com arte, design e código (programação). Une essas áreas do conhecimento trabalhando metodologias, materiais e técnicas. Realizou projetos para clientes como HBO, MTV, Trama e Nike.

Cisma: diretor de filmes e animação. Trabalhou em Los Angeles, Itália, Barcelona e atualmente desenvolve projetos em Nova York, Londres e Amsterdã. Desde 2006 é representado por uma das maiores produtoras de animação do mundo, a Psyop.

Luli Radfahrer: Ph.D. e professor em comunicação digital pela ECA-USP, é colunista do jornal Folha de S. Paulo e do Programa Login da TV Cultura, Luli, hoje, é considerado referência para a área de arte e tecnologia no país.

Paulo Caruso: consagrado cartunista com mais de 40 anos de carreira, possui trabalhos em veículos como revista Época, O Pasquim e Veja. Atualmente publica na revista Época e desenha no programa Roda Viva, da TV Cultura.

Marcio Scavone: um dos grandes nomes da fotografia brasileira. Suas experientes lentes já registraram artistas como Fernanda Montenegro, Caetano Veloso, Paulo Autran, Oscar Niemeyer, entre outros.


Paralelamente às palestras, outras atrações ocorrem durante os dois dias de evento. Muitas delas são gratuitas.


Atividades Gratuitas

Além das palestras com grandes nomes do mercado, o Pixel Show conta com atividades paralelas gratuitas. Quem for conferir a feira de arte e tecnologia, poderá assistir a sessões de live painting com sete personalidades da street art, que irão decorar ao vivo diferentes espaços, dando ao evento a cara da cena artística contemporânea.
Os participantes desse ano são: Cranio, Rafael Ferrari, Dingos, Ronah, Ricardo Akeni, Digo C e Alexandre Anjo. Festivais de animação, motion graphics, o tradicional painel de graffiti para intervenção artística dos participantes e exposições completam o ciclo de atrações gratuitas do evento.

Feira de arte, design, moda e tecnologia

Quem quiser ver o que rola de mais criativo no mercado pode dar uma volta pela feira de arte, design, moda e tecnologia, que este ano traz diversas empresas que, assim como a Zupi, apostam na inovação. Alguns dos nomes que estarão presentes este ano vendendo seus produtos e serviços são: Urban Arts, Rio Books, Keep Cooler, Ogio, Sertic, Opanka e Editora Europa.

Tags: design, arte, pixel show, criatividade, 2010

CENTINA