12 de abr. de 2010

LEWIS CARROLL

Decidi postar hoje sobre um autor muito conhecido na literatura mundial,uma figura intrigante e assim sendo, um alvo de intensas análises por universitários, estudiosos e amantes da boa leitura.

Fatos que o cercam, como na hipótese de se envolver com pedofilia, não tiram no entanto, desse grande autor seu grande talento que transcende os anos e que fizeram astros como Lennon se apaixonarem pelas histórias da pequena menina,os irmãos gêmeos Tweedle-Dee e Tweedle-Dum, o Gato Risonho, a Lagarta, a Lebre Maluca e o Chapeleiro Louco, e um estranho jogo de cricket com a Rainha de Copas.

Bom, Lewis Carroll é o pseudónimo do escritor Inglês e matemático Charles Lutwidge Dodgson (27/01/1832 - 14/01/1898) conhecido especialmente pelas obras Alice no País das Maravilhas (1865) e Alice no País dos Espelhos (1872), sendo estes, livros infantis também marcados pela sátira e tidos como exemplos de inteligência verbal. Carroll inventou o seu pseudônimo, traduzindo seus dois primeiros nomes para o latim Carolus Lodovicus e depois aperfeiçoando-os em " Lewis Carroll ".

Filho de um clérigo e primogênito de 11 filhos, Carroll foi precoce para seu tempo e ainda pequeno já entretia sua família com truques de mágica, shows de marionetes e poemas escritos para alguns jornais caseiros. De 1846 a 1850 participou da chamada Rugby School e graduou-se Christ Church College, Oxford, em 1854. Ali, Lewis Carroll diferentemente do que se imaginava, lecionou aulas matemática e produziu guias para os alunos.

Outra passagem marcante do autor foi o fato de ter se tornado diácono em 1861, tento, contudo, nunca se ordenado sacerdote, em parte porque sofria de uma gagueira que dificultava a pregação e pelo fato também de descobrir novos rumos e opções para sua vida.

Uma das principais ocupações Carroll foi a fotografia, em que ele se mostrou um tanto apaixonado, especialmente no tema crianças. Crianças essas como Alice Liddell, uma das três filhas de Henry George Liddell, o reitor da Igreja de Cristo que serviu de inspiração para sua principal personagem no ramo literário.

Quanto as outras áreas, Carroll também produziu quadrinhos e outros trabalhos infantis que incluem também "A caça do Snark" (1876), duas coletâneas de versos humorísticos, e as duas partes de Sylvie e Bruno (1889, 1893), tentativas de recriar as fantasias Alice.

Como um matemático, Carroll foi conservador. Como lógico, ele estava mais interessado na lógica de um jogo do que como um instrumento de teste de razão. Em suas diversões como fotógrafo e autor de quadrinhos de fantasia, ele é o mais memorável e original - o homem que, por exemplo, contribuiu, em "Jabberwocky", uma palavra-valise que combina "snort" e "chuckle, "para o idioma Inglês.

Vale Salientar que as obras de Carroll como muitos sabem, já foi adaptada pela Disney em um dos seus filmes de maior sucesso e caracterizado por uma brilhante animação em 1951, sendo lançado, ainda esse ano, uma nova gravação e readaptação do clássico para as telonas, agora com personagens reais (pode ser visto em 3D) e a direção de Tim Burton. A estréia no entanto para os apaixonados, está próxima, dia 16 de abril.



Alice Liddell : Inspiração para Carroll nas suas principais obras literárias

Alice, a Lebre Maluca e o Chapeleiro Louco : chás e um estranho bolo de desaniversário


Cena refeita nos estúdios Disney em 1951 : Fidelidade a história de Carroll e uma produção de animação clássica e marcante


Estréia prevista para essa sexta : Releitura da obra segundo Tim Burton tendo Jonnhy Depp no papel do enigmático Chapeleiro Louco

9 de abr. de 2010

SESSÃO ARQUITETOS: 1º FRANK GEHRY


Nesse mês, vou começar uma sessão somente de arquitetos. O primeiro post será de Frank Gehry, sobre o qual já falei alguma coisa em posts anteriores.


HISTÓRIA

Frank O. Gehry nasceu em Toronto, mas mudou-se com a família para Los Angeles em 1947. Estudou arquitetura na Faculdade do Sul da Califórnia e posteriormente especializou-se em design na Universidade de Harvard.

Trabalhou em diversos escritórios de arquitetura e em 1962 criou sua própria empresa, a "Frank O. Gehry & Associates Inc". Dez anos depois, Gehry desenhou uma série de peças de mobiliário chamadas "Easy Edges", utilizando madeira. Essas peças fizeram grande sucesso, mas foram tiradas de circulação três meses depois do lançamento, pois Gehry temia que seu reconhecimento como designer de móveis populares afetasse seu prestígio como arquiteto.

Nos anos 1970, Gehry projetou diversas residências, incluindo sua própria casa em Santa Mônica, na Califórnia. Desenvolveu também projetos de grande inventividade para edifícios públicos, tornando-se um dos fundadores do Desconstrutivismo, tendência na arquitetura que rompe com a tradição e resgata o papel da emoção.

Vários de seus projetos tornaram-se marcos da arquitetura contemporânea, como o Museu Aeroespacial da Califórnia, o Walt Disney Concert Hall, em Los Angeles, o Fishdance Restaurant, no Japão, e o Vitra Design Museum, na Alemanha.

Nos anos 1980 Gehry voltou a desenhar móveis. Entre 1990 e 1992 ele criou uma linha de cadeiras para a indústria Knoll, construídas com tiras de madeira sem suporte estrutural.

Como um dos principais expoentes do Desconstrutivismo, Gehry ganhou muitos prêmios, incluindo o Pritzker Prize em 1989. Seu edifício mais conhecido é o Museu Guggenheim em Bilbao, na Espanha, recoberto de titânio, que foi finalizado em 1997.


TRAMPOS



























VÍDEO

PARA GRINGO VER!

Seguem algumas foto do acervo da Choque Cultural da cena em São Paulo, capital mundial da pixação. Muitos podem não gostar, mas que esse visual "sujo" impressiona, isso não há dúvidas...




















Fotos: Choque Cultural

7 de abr. de 2010

A PRÉ-HISTÓRIA DO PIXO : CÃO FILA KM 26

Aqui está uma matéria muito interessante que transcrevi da revista Veja, datada de 1977, que conta um pouco da intrigante história de um dos precursores, para alguns, da pixação em terras nacionais. Tozinho e seus letreiros feitos a tinta e pincéis numa caligrafia pouco caprichada certamente fizeram história e entraram na lembranças de muitos brasileiros e escritores urbanos.

Segue, na íntegra, toda a brilhante reportagem. Por isso não se estranhem se encontrarem sifras em cruzeiros ou uma caligrafia diferenciada da época, afinal no Brasil, a língua portuguesa sofre, de tempos em tempos, retalhações e mudanças muitas vezes inúteis.


CÃO FILA KM 26 - VEJA, 1977

Muros, pontes, viadutos, mourões, pedras, barrancos - praticamente não há superfície sólida no país a salvo da rústica, enigmática inscrição “Cão Fila km 26”. De São Paulo, alastrou-se por outros estados e, hoje, aparece até na região portuária de Manaus. “O cão de fila vai ficar conhecido como banana” sentencia Antenor Lara Campos.

O “Tozinho”, de tradicional e abastarda família paulistana. Em seu modesto e caótico escritório, numa ilhota particular da poluía represa Billings, à altura do quilometro 26 a Estrada de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, alfinetes de cabeça colorida assinalam em mapas pregados nas paredes a expansão nacional as inscrições. “Estudei táticas de guerra em livros e revistas”, explica ele. “É preciso atacar pelos flancos para fechar o certo”. Talvez por isso mesmo, Tozinho se viu sitiado algumas vezes pela suspeita das autoridades.

Em longas e lentas sortidas, numa camioneta carregada de latas de tinta, o excêntrico propagandista que se incumbe pessoalmente da pintura, chegou mesmo a ser tomado por agente subversivo. Tanto que, aos ensinamentos tomados a arte marcial colheu outros, na seara das ciências jurídicas. Aos que o interpelam com suspeitas replica brandindo um inseparável exemplar o Código Penal: “Mostra aqui onde é que eu estou errado”.

Canhões – Cerca de 60% dos que lêem as inscrições, admite Tozinho, não as entendem. “Mas, de uma forma ou de outra, as pessoas acabam chegando aqui.” Isto é, à sua ilhota particular. Sede da Associação de Criadores de Fila Brasileiro, por ele mesmo fundada em 1972, e centro de suas atividades cinófilas, onde mantém um canil com 160 animais daquela raça. Ele alega receber cerca de 600 visitantes por mês, daí resultando em média, a venda de vinte filhotes, a 7000 cruzeiros por cabeça.

Um apreciável resultado para tão primitiva modalidade publicitária, já praticada, em outros tempos, pelas Casas Pernambucanas e Casas Buri. Foi num precedente mais antigo, entretanto, que Tozinho confessa ter se inspirado. “Na verdade, baseei-me nas campanhas eleitorais de Adhemar de Barros. Até hoje ainda se encontra o nome dele pintado em pontes e lugares semelhantes. “A escolha dos locais, de resto, requer fina sensibilidade mercadológica. O Corcovado e o Pão e Açúcar, por exemplo, encontram-se a salvo das investidas de Tozinho: “Só estrangeiros aparecem nesses lugares”. Os canhões do forte e Copacabana, contudo, estão em sua mira. Assim que a área for liberada à construção de prédios, ele atacará de tinta, pincel e Código Penal.

A pouco mais e 70 quilômetros e Copacabana, por sinal, em Barra de Gauratiba, no Estado do Rio de Janeiro, desenvolve-se outro florescente negócio desse mesmo ramo – o Consorcio Marajó, criado em setembro do ano passado, dedicado exclusivamente à comercialização de cães de fila. A idéia partiu o relações-públicas carioca Armando Brando.

Inspirado num consorcio que um industrial paulista formou com amigos para explorar o cavalo “Falkland”, reprodutor importado da Inglaterra, o loquaz Brando articulou seis amigos seus para, em consórcio, explorarem o reprodutor “Yandu”, cão fila brasileiro de boas características, criado por ele em seu sítio em Gauratiba. Hoje, o consórcio, para o qual cada membro contribuiu com 5000 cruzeiros, conta, alem de “Yandu”, com mais um reprodutor e três fêmeas. Já foram vendidos oitenta filhotes, à medida de 5000 cruzeiros cada, e há 126 cadelas na fila para serem cobertas por “Yandu”, a 10000 cruzeiros por tarefa. Resultado de sucessivos cruzamentos entre o mastim inglês, o bloodhoun e o buldogue, o fila brasileiro, segundo Brando, é vitima ainda de injusta fama de ferocidade. Um dos objetivos do comercio é convencer o público de que o fila é dócil, bonito e de manutenção barata. Uma mensagem excessivamente prolixa, por certo, para as sintéticas inscrições que seu colega Tozinho pretende pintar até nos canhões o Forte de Copacabana.



Brando e seu cão "Yandu"


"Cão Fila K 26": Publicidade ''tosca" mas eficiente